A Itália inaugurou uma usina para a fabricação de etanol a partir de palha de arroz e de trigo. A fábrica também está usando uma espécie de cana encontrada na região, conhecida como cana-do-reino ou cana gigante. Serão 75 milhões de litros do combustível por ano. Ocupando uma área de 15 hectares, a usina, que já está em funcionamento, é a primeira do mundo a produzir comercialmente o chamado etanol celulósico ou etanol de segunda geração, que usa resíduos da agricultura como matéria-prima e pode transformar o mercado de biocombustíveis.
A produção vai usar cerca de 270 mil toneladas de matéria-prima por ano
A nova usina está localizada na cidade de Crescentino, no norte da Itália. Ela pertence à Beta Renewables, nascida de uma parceira entre a Biochemtex, do grupo italiano Mossi Ghisolfi, o fundo americano TPG (Texas Pacific Group) e a Novozymes, empresa de origem dinamarquesa que também atua no Brasil. A unidade tem capacidade para produzir 75 milhões de litros do combustível por ano - uma usina convencional brasileira produz de 100 milhões a 200 milhões de litros anuais - e deve consumir cerca de 270 mil toneladas de matéria-prima por ano.
Segundo Sebastian Soderberg, vice-presidente da multinacional Novozymes, que tem 10% da empresa, as usinas que produzem etanol com esse tipo de tecnologia até então não tinham produção anual maior do que 5 milhões de litros, o que encarece o combustível. "Esta é uma nova era. É a primeira usina produzindo etanol em quantidade comercial com base em resíduos celulósico (a palha do arroz e do trigo)", afirma.
Fonte: Instituto de Engenharia
