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Universidade Federal da Paraíba desenvolve blocos de gesso para construção de habitações populares

01/set/2014

Além de dispensar o uso de revestimento, barateando o custo final da unidade, tecnologia se destaca por sua ecoeficiência em relação aos materiais convencionais

O Laboratório de Engenharia do Ambiente Construído da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveu uma nova tecnologia para a construção de habitações econômicas: a casa de gesso. Projetada pela arquiteta Christiane Cavalcanti Rodrigues, com orientação do professor da UFPB Normando Perazzo, a unidade residencial é formada por três tipos de blocos de gesso, com 90 cm de altura cada.

De acordo com a UFPB, além da facilidade de fabricação e montagem dos blocos e da velocidade de construção, a tecnologia também se destaca pelo ponto de vista ambiental, já que a fabricação do gesso demanda menos energia e produz menos poluição em relação aos materiais convencionais como blocos de concreto e cerâmicos.

Além disso, o sistema é mais econômico do que os métodos tradicionais, principalmente por não demandar revestimento. "Pode-se dizer que uma casa com cerca de 40 m2 usaria menos de 400 blocos básicos, contra cerca de 3500 blocos cerâmicos. O assentamento se faz com "gesso cola" em camada bem fina, de 1 a 2 mm. O bloco cerâmico requer argamassa com cerca de 20 mm", explica Perazzo.

Uma vez concebida a casa, o período de durabilidade é equivalente ao de uma casa de material convencional, desde que sejam tomados cuidados como a construção de alpendres para evitar a incidência direta da chuva sobre as paredes e a correção com gesso de qualquer abertura na estrutura.

Segundo Perazzo, a construção da casa de gesso poderá trazer desvantagens aos moradores somente em caso de negligência. "É preciso uma orientação sobre o projeto e o método construtivo, pessoas não habilitadas desejando construir sem considerar as peculiaridades desse tipo de construção podem ter insucesso", completa.

Fonte: Piniweb 

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