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release » Impressão 3D e biomimética: Como a natureza influenciará o ambiente construído do futuro

Data de publicação: 18/08/2014

A biomimética está rapidamente emergindo como uma das próximas fronteiras arquitetônicas. Novos processos de fabricação como as impressões 3D, somados à tendência de conceber  edifícios ambientalmente mais sustentáveis, originou uma onda de projetos que derivam de fenômenos naturais ou, até mesmo, que são construídos com matéria biológica. Um recente exemplo desta tendência é a instalação “Hy-Fi,”, projeto concebido para o MoMA PS1 desse ano e construído com tijolos orgânicos. Outros projetos como o Silk Pavilion do MIT Media Lab levam a inovação biológica ainda mais longe ao empregar processos biométricos de construção - cerca de 6.500 "bichos da seda" teceram a membrana do Silk Pavilion. "Animal Printheads" (algo como "cabeçotes animais") como Geoff Manaugh os chama em seu artigo "Architecture-By-Bee and Other Animal Printheads", já provaram ser uma parte viável dos processos de fabricação na arte - e, talvez no futuro, também do ambiente construído. Mas o que acontece quando humanos modificam animais para que "imprimam" outros materiais?

Manaugh explora exemplos atuais e futuros de processos de fabricação biológica ilustrados por uma série de fascinantes imagens de John Becker. Seu projeto atual, que teve início em 2011, imagina um futuro em que abelhas foram geneticamente modificadas para "imprimir" concreto. As imagens retratam um mundo onde "abelhas mal intencionadas" criam intervenções indesejadas nos edifícios que deveriam restaurar. As abelhas impressoras se tornaram um incômodo: "Elas imprimem sobre placas e orelhões; elas sobrevoam parques e jardins e imprimem formas estranhas sobre as flores, aprisionando as orquídeas e rosas em casulos de concreto. Jardins bizarros de geometrias endurecidas se formam sobre os peitoris, nas florestas urbanas e ao longo das ferrovias e estradas."

Compreendido no contexto de outros projetos precedentes, esse cenário de ficção científica ilustra um futuro assustadoramente plausível em que a fabricação biológica fugiu do controle dos humanos. Experimentos recentes mostraram que é, de fato, possível produzir novos materiais economicamente viáveis através de processos de "fabricação com base animal". Manaugh lista diversos precedentes que demonstram como os animais podem ser biologicamente alterados para este fim, desde "bichos da seda" que podem produzir seda colorida até cabras que podem produzir proteínas típicas das teias de aranha para gerar uma "superfibra indestrutível".

O Silk Pavilion é um exemplo de produção com base animal utilizada em um escala arquitetônica. Consequentemente, não é difícil de um futuro no qual edifícios podem crescer e se modificar organicamente com o passar do tempo. Essas novas capacidades de impressão 3D poderiam agir como catalizadoras de um novo modelo arquitetônico que a fundadora do grupo Mediated Matter do MIT Media Lab, Neri Oxman, descreve como "O Mundo como Organismo".

Organismos biológicos são muito mais complexos que qualquer edifício ou dispositivo que existe hoje. Como descreve Oxman em seu “Five Tenets of a New Kind of Architecture", a natureza responde às mudanças do tempo, mentém sistemas autossuficientes e, através deles, gera beleza. Em outras palavras, temos uma quantidade infinita de conhecimento a ser adquirida do mundo natural que nos cerca. À primeira vista, examinar como os animais utilizam suas próprias versões de impressão 3D pode parecer um retrocesso. Mas se pudermos liberar o potencial de materiais biológicos e processos de produção já encontrados na natureza, podemos chegar a ver um ambiente construído que se conecte ao mundo natural e que contribua para ele, ao invés de destruí-lo.

Fonte: Arch Daily 

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