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Grupo da USP quer formar engenheiros comprometidos com a saúde planetária

Area de interesse: geral
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Grupo da USP quer formar engenheiros comprometidos com a saúde planetária

Com início na Escola Politécnica da USP, grupo de pesquisadores, estudantes e funcionários quer ampliar ações para instituições nacionais e internacionais, promovendo o papel da engenharia na solução de problemas planetários

 Jornal da USP no Ar 

 

É difícil pensar em um mundo sem a ação da engenharia: eletricidade, minas e petróleo, química, navegação, construção civil, mecânica, computação, entre tantas outras áreas em que ela está presente. O objetivo dessa ação é transformar o mundo e contribuir para o bem-estar da sociedade, considerando, no entanto, que a interferência humana no ecossistema implica certos cuidados.

É nessa perspectiva que professores, pesquisadores, estudantes e funcionários da Escola Politécnica (Poli) da USP decidiram se reunir nesta segunda, dia 30 de março, para a formação de um Grupo de Saúde Planetária na Engenharia. A iniciativa conta com o apoio do fundo patrimonial Amigos da Poli, que funciona por meio de uma associação privada sem fins lucrativos de suporte a projetos da Politécnica. A reunião aconteceu no Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP para definir as primeiras metas e ações dos participantes.

Com a coordenação do professor Antônio Mauro Saraiva, que também lidera os estudos em Saúde Planetária do IEA, o grupo estabeleceu como ponto de partida o trabalho em assuntos relacionados à cidade, energia e economia circular. A ideia é divulgar o papel da profissão em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias para a solução de problemas planetários. Alguns desafios são: reciclagem de resíduos e reutilização como fonte de energia alternativa no âmbito urbano, inserção econômica de iniciativas ambientais, aplicação de inteligência artificial e implementação de políticas públicas.

Para Saraiva, uma das formas de intervenção que o grupo pode atuar é a criação de um espaço de conexão entre as diversas metodologias de análise e organização de projetos interdisciplinares. Para isso, os integrantes pretendem coletar informações sobre pesquisas já existentes, incentivar novas investigações e ampliar a participação de pós-graduandos e graduandos. Primeiramente, o foco será a Poli e, posteriormente, outras instituições nacionais e internacionais.

No contexto dos cursos de graduação de engenharia, os professores desejam uma progressiva inserção curricular da área de saúde planetária. Além de estimular os alunos a se envolver no ensino e na iniciação científica, há a perspectiva de criar um grupo de extensão que envolva tanto a difusão de conhecimentos como a construção de soluções relacionadas à saúde do planeta.

A comunicação também é um tópico de destaque para o grupo. Podcasts, vídeos, textos informativos, postagens em redes sociais e seminários serão elaborados pelos participantes e por profissionais da área de divulgação científica e jornalismo envolvidos com a Poli e com o IEA. De acordo com Saraiva, o engajamento e a conscientização da comunidade são fundamentais para a ampliação do debate.

 

O início do movimento

“Penso, logo, existo. Existo, logo, impacto.” Esse é o pensamento que motiva o surgimento da pesquisa em saúde planetária, conforme destaca o coordenador do grupo, destacando esse tema como um “movimento global altamente multidisciplinar”.

O especialista define o problema sobre o qual essa área científica se dedica. “O impacto do ser humano no planeta acabou causando a disrupção de vários sistemas naturais. Como fruto dessa disrupção, a gente acaba sofrendo as consequências na nossa saúde e no bem-estar em um sentido muito amplo. Então, é isso que a saúde planetária traz. Saúde planetária é a saúde nossa e do planeta como uma coisa só”, explica Saraiva. 

Em 2015, a Rockefeller Foundation e a revista científica The Lancet publicaram um relatório explorando o “paradoxo” do progresso da civilização humana — Safeguarding human health in the Anthropocene epoch: report of The Rockefeller Foundation–Lancet Commission on planetary health. Saraiva explica que esse paradoxo consiste na existência de ganhos irrefutáveis dos avanços tecnológicos na educação, saúde e economia; mas que promoveram alterações ambientais como a intensificação da poluição, mudanças climáticas e perda de biodiversidade. 

Ele também ressalta que essa interferência na biosfera inclui o surgimento de doenças infecciosas humanas derivadas do contato com animais, como na pandemia de covid-19; e a expansão da insegurança alimentar e da migração forçada de populações. Para salvaguardar um futuro melhor, o mundo exigirá uma colaboração entre mercado, instituições públicas e sociedades científicas e civis.

Todo esse cenário incentivou a criação do The Planetary Health Alliance, uma aliança entre universidades pelo mundo para o engajamento nessa transição ecológica. Desde 2016, a USP participa dessa cooperação, o que contribuiu para a criação do grupo brasileiro de saúde planetária no IEA em 2019. O engajamento das diversas áreas da engenharia pretende otimizar essa transformação do mundo de forma mais integrada com o planeta. 

Para mais informações sobre as atividades do Grupo de Saúde Planetária do IEA, acesse este link. É possível acompanhar novos eventos e ações na engenharia pelo site da Poli em https://www.poli.usp.br.

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