A AEAARP acaba de ser homenageada pelo CREA-SP “pelos relevantes trabalhos desenvolvidos pela entidade em prol da área tecnológica abrangida pelo Sistema Confea/CREA”.

A indicação do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo partiu da Câmara Especializada de Engenharia Mecânica e Metalúrgica.

A Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto completou 75 anos de fundação neste ano de 2023. 

A vice-presidente da entidade, engenheira Maria Mercedes Furegato Pedreira de Freitas, liderou a comitiva que recebeu a homenagem na sede do CREA-SP, em São Paulo (SP).

No mesmo dia, o engenheiro Wilson Luiz Laguna, que é conselheiro da AEAARP e inspetor chefe da CAF- Comissão Auxiliar de Fiscalização do CREA-SP, também foi homenageado pelos serviços prestados nos últimos anos.

Estudo mostra que organizações do setor têm a oportunidade de desenvolver temas como desenvolvimento de lideranças, atração, retenção e capacitação

Pesquisa inédita realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Falconi mostra que desenvolvimento de lideranças, atração, retenção, contratação e capacitação de profissionais são os maiores desafios notados pelas áreas de Recursos Humanos das empresas da indústria da construção.

O estudo reuniu 123 companhias de diferentes tamanhos e naturezas de mão de obra operacional, com modelos de trabalhos tanto híbridos quanto presenciais de todo o Estado de São Paulo. O vice-presidente da Falconi para soluções de Gestão de Pessoas, Fernando Ladeira, orgulha-se da parceria criada entre o Sinduscon-SP e a consultoria. “Este é um trabalho inédito no segmento. Temos excelentes expectativas de que seja um instrumento para ajudar as áreas de gestão de pessoas a serem de fato estratégicas. Nós sabemos da importância de melhorar essa visão, e essa é a nossa contribuição”, afirma.

O presidente do SindusCon-SP, Yorki Estefan, entende que a realização profissional é indispensável para a autoestima dos trabalhadores, para a qualidade das obras e para o aumento da produtividade. Na percepção do coordenador do Grupo de Trabalho Recursos Humanos (GTRH) do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do SindusCon-SP, David Fratel, a análise dessas informações tem como principal objetivo propor ações para enfrentar a escassez de mão de obra na indústria da construção.

“Não existia ainda um panorama das práticas de gestão de pessoas na indústria da construção, com ênfase em engajamento e retenção. Por isso, coletar e identificar as características gerais da empresa, fazer a análise de indicadores (turnover, absenteísmo, acidentes de trabalho etc.) e ter um diagnóstico da jornada do colaborador trazem uma importante ferramenta de trabalho para todos aqueles que fazem parte da cadeia do setor”, afirma Marcela Rittes, coordenadora da pesquisa e integrante do GRTH do CTQ.

O coordenador do CTQ do SindusCon-SP, Rodrigo Fairbanks von Uhlendorff, afirma que o estudo é um primeiro passo no sentido de olhar atentamente pontos importantes, mapear e acompanhar como o setor desenvolve e aperfeiçoar as relações com os seus colaboradores. “Mapeamos as iniciativas dos departamentos de RH das construtoras em prol daqueles que estão na linha de frente e na parte administrativa, fizemos um raio X das operações, do que já é realizado e do que pode ser melhorado nessa relação.”

Gráfico, Gráfico de barras

Descrição gerada automaticamente

Quase metade dos respondentes aponta o desenvolvimento de líderes e a capacitação como principais desafios do segmento na área de RH. O dado é corroborado ao avaliar que 45% deles garantem aplicar trilhas de desenvolvimento e 48% realizam programas para formação de lideranças. A pesquisa buscou entender quais os principais pontos de melhoria observados pelos gestores de RH e capacitação apareceu no topo do ranking, com 16%, seguido por carreira e pelo par remuneração e benefícios, com 10% cada.

Já clima empresarial (12%), cultura (9%) e cuidar de gente (7%) surgem como pontos mais positivos. São três temas intrinsecamente ligados à integração e ao bem-estar dos colaboradores em uma companhia. Nesse cenário, 73% das companhias garantem que treinamentos de integração para novos funcionários fazem parte da rotina da empresas. “Uma experiência positiva na ambientação para receber e integrar novos colaboradores resulta em mais engajamento, em uma maior retenção para novos funcionários, em mais velocidade no ganho de produtividade e em uma maior aprendizagem”, detalha Ladeira.

Oportunidade para maior uso de dados

Quando perguntados sobre como a área de gestão de pessoas é vista pela empresa, 26% responderam que a consideram um setor estratégico, enquanto 74% a avaliam apenas como departamento pessoal ou de suporte. Sete a cada dez organizações disseram não fazer acompanhamento de indicadores de gestão de pessoas, sendo que 33% ainda não fazem a coleta dos dados. Hoje, 4% dizem que os dados são aplicados e utilizados para responder perguntas por meio de modelos estatísticos e/ou matemáticos pontuais.

“Acreditamos que esse estudo pode ajudar a transformar para melhor a maneira como são geridos os times e as organizações do setor de construção civil”, reforça Ladeira.

Perguntadas sobre seu percentual de absenteísmo (porcentagem de faltas ao trabalho, justificadas ou não, em relação ao total dos colaboradores), 54% das empresas disseram ser de até 2% ao mês, enquanto 21% registraram índices acima de 7% ao mês. Entre as causas, saúde física (36%) e questões familiares (19%) foram as mais apontadas. Porém, uma a cada quatro empresas não mapeia o processo e 15% dos casos são injustificados.

Além disso, 15% das companhias respondentes possuem turnover voluntário (quando o desligamento é decisão do colaborador), maior que 6% ao mês, o que significa uma rotatividade de cerca de 72% da mão de obra ao ano. Já em relação ao turnover involuntário (iniciativa de desligamento parte da empresa), a mesma rotatividade, de 72%, está presente em 20% das organizações. Oportunidades de mercado, remuneração e carreira são 75% dos motivos de turnover voluntário, enquanto o desempenho profissional é causa de praticamente metade dos desligamentos involuntários (46%).

Questionadas sobre práticas de controle para turnover, uma a cada três empresas dizem ainda não ter iniciativas, enquanto 5% revelam ter um plano estruturado para isso. Segundo Ladeira, a gestão de indicadores é essencial para se ter dimensão de possíveis problemas, conhecer o impacto e principais fatores correlacionados. “Essa gestão dá suporte à construção de um bom plano de ação e à atuação estratégica do RH. Medir o indicador de turnover é importante e, de forma geral, relativamente simples de se iniciar, mesmo que com o uso de ferramentas menos complexas”, afirma o VP da Falconi.

Já sobre o reconhecimento e a promoção de funcionários, os resultados mostram que:

“Processos de avaliação de desempenho e de recompensa e critérios de promoção são essenciais para desenvolver os times e reconhecê-los de forma transparente e coerente. Os números levantados demonstram que há um bom espaço para que as empresas do segmento trabalhem para avançarem em seus processos de pessoas”, explica Ladeira.

O executivo destaca ainda a importância da pesquisa para a transformação do segmento. “Esses dados podem ser utilizados como benchmarking, para o direcionamento de boas práticas e como termômetro de onde existem oportunidades. Foi dado um primeiro e grande passo. A intenção é que a pesquisa seja recorrente, uma fonte de informações, e que se torne cada vez mais rica a partir dos aprendizados gerados na primeira edição.”

Sobre a Falconi

A Falconi é a maior consultoria brasileira de gestão empresarial e de pessoas. A atuação é marcada pelo uso de tecnologia de ponta e inteligência de dados de forma a acelerar a geração de valor sustentável para seus clientes. Com mais de 6 mil projetos realizados em cerca de 40 países, atua em 50 segmentos da economia, diferenciando-se pela reconhecida capacidade de implementação de projetos a nível estratégico (estratégia, modelo de negócios e estrutura organizacional), tático (implementação e alinhamento de processos e metas) e operacional (alinhamento e acompanhamento de operações). 

Faz parte do Grupo Falconi, que inclui marcas em segmentos como desenvolvimento de pessoas para o trabalho do futuro, editorial, investimentos privados e softwares e aplicativos para gestão, além de ter ampliado o escopo da consultoria para atender, com estrutura especializada, empresas de médio porte. A Falconi conta com cerca de 1 mil talentos, espalhados por quatro continentes, e escritórios no Brasil e Estados Unidos.

A Falconi possui uma unidade de negócio especializada em Gestão de Pessoas, com soluções em todos os subsistemas de RH, trazendo soluções como redução de turnover, melhoria de engajamento, cultura e desenvolvimento de lideranças, entre outros.

Sobre o SindusCon-SP 

SindusCon-SP é a maior associação de empresas da indústria da construção na América Latina. Congrega construtoras associadas e representa as cerca de 50 mil empresas de construção residencial, industrial, comercial, obras de infraestrutura e habitação popular localizadas no Estado de São Paulo. Tem sede na capital paulista e representações em nove regionais e uma delegacia nas principais cidades do interior. A construção paulista representa 27,6% da construção brasileira, que por sua vez equivale a 4% do PIB do país.

Daniela Antunes é autora da reportagem premiada

A reportagem de capa da edição 340 da Painel (julho/2023) recebeu o Prêmio ABAG-RP de Jornalismo José Hamilton Ribeiro neste ano. Essa é a 16ª edição da premiação e a segunda vez que uma reportagem da revista da AEAARP é escolhida.

A reportagem selecionada pela banca avaliadora aborda a estratégia agronômica adotada na região para produzir uvas e vinhos. A autora da reportagem é a jornalista Daniela Antunes, editora da Painel desde 2007.

O evento é gratuito

Começa na próxima terça-feira (28/11) o evento gratuito Trilhas do Agro, onde ocorrerão palestras abordando temas como tecnologia no agronegócio, produtividade e equideocultura. Promovido pela AEAARP-Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto.

No primeiro dia (28/11), o engenheiro Ricardo Inamasu, integrante da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão e atuante na Câmara Temática de Inovação Agrodigital da Embrapa, discutirá sobre o futuro da automação agrícola.

No segundo dia (29/11), o engenheiro agrônomo Ivan Wedekin, membro do Conselho Superior de Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag/Fiesp) e diretor de Commodities da BM&FBOVESPA, ministrará uma palestra sobre a construção de um agronegócio gigante e global.

Encerrando o evento no dia 30 de novembro, o engenheiro agrônomo José Luiz Sammarco Palma abordará o manejo do cavalo Mangalarga Marchador, uma raça genuinamente brasileira com cerca de 200 anos de formação em uma fazenda no Sul de Minas Gerais.

O Trilhas do Agro 2023 terá início todos os dias às 18h30 com os participantes sendo recepcionados com um coffee break, realizado na sede da AEAARP, R. Clemente Ferreira, 330.

O evento é gratuito

De 28 a 30 de novembro, palestras sobre tecnologia no agronegócio, produtividade e pecuária acontecerão na Trilhas do Agro, evento gratuito promovido pela AEAARP-Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto.

No primeiro dia (28/11), o engenheiro Ricardo Inamasu, membro da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão, vai falar sobre O futuro da automação agrícola. Ele também é membro da Câmara Temática de Inovação Agrodigital e atua nesse setor na Embrapa.

O engenheiro agrônomo Ivan Wedekin, que é membro do Conselho Superior de Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag/Fiesp) e diretor de Commodities da BM&FBOVESPA, vai ministrar palestra sobre A construção de um agronegócio gigante e global no segundo dia do evento (29/11).

Para encerrar (30/11), o engenheiro agrônomo José Luiz Sammarco Palma vai falar sobre o manejo do cavalo Mangalarga Marchador, raça genuinamente brasileira formada há cerca de 200 anos em uma fazenda no Sul de Minas Gerais.

Todos os dias o Trilhas do Agro 2023 começará às 18h30, recepcionando os participantes com um coffee break na sede da AEAARP – entrada pela Rua Clemente Ferreira, 330.

AGENDA

28 de novembro

18h30 Recepção

19h Abertura da Trilha do Agro 2023

19h40 O futuro da automação agrícola

Ricardo Inamasu

Doutor em Engenharia Mecânica pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, fez pós-doutorado em Engenharia de Biossistema na Universidade de Nebraska. Coordena diversas áreas da Embrapa. É membro da Câmara Temática de Inovação Agrodigital e da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão.

29 de novembro

18h30 Recepção

19h A construção de um agronegócio gigante e global

Ivan Wedekin

Engenheiro agrônomo e Diretor da Wedekin Consultores, membro do Conselho Superior de Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Cosag/Fiesp). Já atuou como Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SPA/MAPA (2003-2006). Diretor de Commodities da BM&FBOVESPA – Bolsa de Valores.

30 de novembro

18h30 Recepção

19h Uma história real do Mangalarga Marchador

José Luiz Sammarco Palma

Engenheiro agrônomo pela ESALQ – Escola Superior De Agricultura Luiz De Queiroz – Usp Piracicaba/Sp. Já atuou como presidente e vice-presidente do NUMAN – Núcleo Alta Mogiana dos criadores de cavalo Mangalarga Marchador/ABCCMM.

AEAARP Cultural é gratuito

22 de novembro a AEAARP- Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto promove o AEAARP Cultural com Roberto Sebastião Bueno, conhecido como Bueno, e o Grupo Colibri. Eles vão apresentar um espetáculo de choro mesclado com os bastidores de cada música, contados por Bueno.

O show do Grupo Colibri com o cantor Bueno começa às 18h30. A entrada da sede do evento é pela Rua Clemente Ferreira, 330.

AGENDA

AEAARP Cultural

Data: 22/11/2023, quarta-feira, 18h30

Local: AEAARP - R. Clemente Ferreira, 330

Convidados: Bueno e Grupo Colibri

Nesta quinta-feira, 9/11, a AEAARP- Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto será palco da Quinta do Amendoim, evento que promove palestras sobre agronegócio todos os meses.

O CEO do Bio Energy Hub, Marcos Eduardo de Oliveira, ministra palestra com tema “Transformando o agro através da inovação” e os agrônomos Giovanni Papa e David Barral Santos estão à frente da palestra “Interpretando mapas na agricultura digital: o papel da inteligência geoespacial”. O evento começa às 18h30.

A Quinta do Amendoim acontece na sede da AEAARP – entrada pela Rua Clemente Ferreira 330.

Evento gratuito acontecerá na quinta-feira, 19, às 19h

Na próxima quinta-feira (19) a AEAARP-Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto realiza o 2º Encontro Estadual AEAARP Mulher. A pauta é o assédio moral.

Maria Elisa de Lacerda Faria, psicóloga, e Renata Corrêa, mentora em liderança, falarão sobre o conceito do assédio, modos de prevenção e o papel de líderes na mudança cultural e comportamental.

Este é o segundo ano consecutivo que a AEAARP promove o encontro, neste ano com o título Assédio Moral Não é Legal. “O intuito é ampliar a questão para além do gênero. Sentimos a necessidade de incluir todos os públicos pelo fato de a cultura do assédio ser uma questão global”, fala Fabíola Narciso, diretora do AEAARP Mulher.

O objetivo do Encontro é o de compartilhar informações e ampliar o diálogo. “Nós precisamos falar sobre a questão fora das redes sociais ou círculos íntimos. Faz bem para a saúde mental de todos e também para a qualidade do trabalho que cada um desempenha em suas carreiras”, conclui Fabíola.


O 2º Encontro Estadual AEAARP Mulher será às 19h na sede da AEAARP (entrada pela Rua Clemente Ferreira, 330) e é gratuito.

Fonte Mundo Zumm
Ação prevê capacitação de profissionais para trabalho em campo, inventário arbóreo e reflorestamento de toda a cidade

Transformar a qualidade de vida em Ribeirão Preto pelo reflorestamento urbano – este é o objetivo do projeto “Ribeirão Floresta” da AEAARP (Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto), lançado entre 10 e 11 de outubro, com mesa-redonda, plantio simbólico de 33 mudas de árvores e início do trabalho de campo com mapeamento, inventário arbóreo e reflorestamento.

O projeto é coordenado pelo engenheiro agrônomo José Walter Figueiredo Silva, responsável pela criação, em 2007, e implantação do programa municipal “VerdeAzul”, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, e é mais uma ação da campanha “Civilidade nas Ruas”, voltada a ações de sustentabilidade, lançada em 2019 pela AEAARP.

“É um projeto ousado que responde às recomendações dos especialistas em mudanças climáticas e ESG, atende aos objetivos do milênio da ONU e contempla os anseios e necessidades da população. O estado de São Paulo ainda não tem uma cidade exemplo em reflorestamento urbano, por isso abraçamos esse projeto transformador assinado por nosso associado e um dos grandes especialistas no assunto”, comenta Fernando Junqueira, presidente da AEAARP.

O trabalho de campo começará com um projeto piloto no bairro São Luiz e, na sequência, outra agenda será organizada para o trabalho em todo o município. “Para isso, já iniciaremos cursos gratuitos de capacitação de profissionais para trabalhar no inventário, plantio e poda de árvores”, informa o criador da iniciativa. Os cursos de capacitação serão abertos a prefeituras de toda a região de Ribeirão Preto, que já estão se inscrevendo.

Engenheiro agrônomo José Walter Figueiredo Silva | Crédito: Divulgação
Engenheiro agrônomo José Walter Figueiredo Silva | Crédito: Divulgação

Reflorestamento urbano

Para que a população viva bem, as cidades devem ter 50% de cobertura vegetal natural – isso inclui todo tipo de plantação, seja em áreas públicas ou privadas, como indicado no programa “VerdeAzul” em consonância com a USP.

O coordenador do “Ribeirão Floresta” lembra que cada árvore joga água e oxigênio no ar e capta CO2, sendo esse um processo que funciona quando respeitada a distância entre as árvores, determinada conforme o porte das plantas. “Se estiverem distantes, essa energia se perde. Espécies de grande porte podem estar até 20 metros de distância uma da outra, mas árvores pequenas não podem ultrapassar a distância de 6 metros”, explica.

O município paranaense de Maringá é um exemplo de reflorestamento urbano. A arborização adequada contribui com o equilíbrio térmico: no calor, as árvores podem contribuir com a diminuição da temperatura em até 7ºC. Já no frio, as árvores ajudam a aquecer. “A Silvicultura Urbana estuda a relação das árvores na floresta e verifica qual a maneira melhor de possibilitar que elas vivam bem na urbe. Isso mostra a importância da floresta urbana. Temos de trazer essa riqueza para dentro da cidade”, finaliza Figueiredo Silva.

Agenda

10 de outubro, às 19h | Mesa-redonda “Ribeirão Floresta” com:

11 de outubro

Ação prevê capacitação de profissionais para trabalho em campo, inventário arbóreo e reflorestamento de toda a cidade

Transformar a qualidade de vida em Ribeirão Preto pelo reflorestamento urbano – este é o projeto Ribeirão Floresta da AEAARP-Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto, que será lançado nos dias 10 e 11 de outubro, com mesa-redonda, plantio simbólico de 33 mudas de árvores e início do trabalho de campo com mapeamento, inventário arbóreo e reflorestamento. O lançamento terá, ainda, demonstração de poda, escalada em árvores, tipos de nós e amarrações e lançamento de cursos gratuitos de capacitação para profissionais que trabalham em campo com poda e os que iniciarão o inventário arbóreo.

O projeto é coordenado pelo engenheiro agrônomo José Walter Figueiredo Silva, responsável pela criação e implantação do Programa Município VerdeAzul, lançado em 2007 pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, e é mais uma ação da campanha Civilidade nas Ruas – esta voltada a ações de sustentabilidade, lançada em 2019 pela AEAARP. 

“É um projeto ousado que responde às recomendações dos especialistas em mudanças climáticas e ESG, atende aos objetivos do milênio da ONU e contempla os anseios e necessidades da população. O estado de São Paulo ainda não tem uma cidade exemplo em reflorestamento urbano, por isso abraçamos este projeto transformador assinado por nosso associado e um dos grandes especialistas no assunto”, comenta Fernando Junqueira, presidente da AEAARP.

O trabalho de campo começa com projeto piloto no bairro São Luiz e, na sequência, outra agenda será organizada para o trabalho em todo o município. “Para isso, já iniciaremos cursos gratuitos de capacitação de profissionais para trabalhar no inventário, plantio e poda de árvores”, informa Figueiredo e Silva. Os cursos de capacitação serão abertos a prefeituras de toda a região de Ribeirão Preto, que já estão se inscrevendo.

Reflorestamento urbano

Para que a população viva bem, as cidades devem ter 50% de cobertura vegetal natural – isso inclui todo tipo de plantação, seja em áreas públicas ou nas casas, empresas, escolas etc. Esse percentual é indicado no programa VerdeAzul em consonância com a Universidade de São Paulo. O coordenador do Ribeirão Floresta lembra que cada árvore joga no ar água e oxigênio e capta CO2 e esse processo funciona quando respeitada a distância entre as árvores, determinada conforme o porte das plantas. “Se estiverem distantes, essa energia se perde. Espécies de grande porte podem estar até 20 metros de distância uma da outra, mas árvores pequenas não podem ultrapassar a distância de 6 metros”, explica.

O município paranaense de Maringá é um exemplo de reflorestamento urbano. A arborização adequada contribui com o equilíbrio térmico: no calor, as árvores podem contribuir com a diminuição da temperatura em até 7o C. No frio as árvores ajudam a aquecer. Outro benefício é a evapotranspiração, fenômeno em que a arvore joga gotículas de água no ar, mantendo a umidade relativa, isso porque para viver, uma árvore devolve ao meio ambiente 97% de água que absorve e fica com apenas 3% para a própria sobrevivência. Uma sibipiruna adulta absorve 500 litros de água por dia e devolve 485 para a atmosfera.

A comunicação entre as árvores

“As árvores têm um tipo de comunicação que o ser humano não domina. Estamos no planeta há milhões de anos e as arvores estão há bilhões, por isso são mais evoluídas em alguns aspectos como a comunicação”, ilustra José Walter. Ele cita como exemplo as acácias da África cujas folhas são um dos pratos favoritos das girafas e, por isso, ao longo do tempo essas árvores passaram a ficar sem folhas para fotossíntese. No processo evolutivo, as acácias começaram a se proteger amargando as próprias folhas. Pesquisadores descobriram que, à chegada das girafas, a árvore começa a exalar odor percebido pelas acácias vizinhas. Em um raio de 10 quilômetros, todas as acácias fazem o mesmo para espantar os animais. Essa espécie de árvore também conversa pelo solo. “As árvores aproveitam os fungos existentes no solo para se comunicarem. Essa comunicação se dá pelas hifas ou ramificações dos fungos como se fosse uma rede de comunicação por onde uma árvore avisa a outra sobre alterações de temperatura ou chegada de chuvas, por exemplo. É como as árvores criam suas defesas e é por isso que mantêm-se vivas nas florestas. A Silvicultura Urbana estuda esta relação das árvores na floresta e verifica qual a maneira melhor de possibilitar que elas vivam bem na urbe. Isso mostra a importância da floresta urbana. Temos de trazer essa riqueza para dentro da cidade”, finaliza José Walter. 

AEAARP

A AEAARP protagoniza ações educativas dentro da temática sustentabilidade por meio da campanha Civilidade nas Ruas, lançada em 2019, com objetivo de zerar o depósito de resíduos recicláveis nas vias públicas da cidade, preservando o meio ambiente - a campanha é realizada com vários parceiros que têm contribuído para o aumento da destinação de resíduos para reciclagem. 

Eng. agrônomo José Walter Figueiredo Silva: demonstração de técnicas de poda

AGENDA

10/10 - 19h00

Mesa-redonda Ribeirão Floresta com José Walter Figueiredo Silva, Demóstenes Ferreira da Silva Filho (Departamento Silvicultura ESALQ), Waleska Del Pietro (consultora em cidades inteligentes), Laurindo Antonio da Silva (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), Edson Ávallos (secretário executivo do Consórcio Municipal da Mogiana), Evandro Grilli (Comissão Meio Ambiente OAB Ribeirão Preto), Daniel Caiche (coordenou a elaboração do PL 4309/2021"Política Nacional de Arborização Urbana"), Leonardo Barbieri (diretor de Agronomia AEAARP), Alexandre Tazinaffo (diretor Universitário AEAARP), Cristina Heck (diretora de Arquitetura e Urbanismo AEAARP), Luiz Carlos Oranges Jr. (diretor de Engenharia AEAARP) e Tatiane Brioli (CREA).

11/10 

08h00 - Plantio simultâneo de 33 árvores (ipês amarelos, samambaias, ipês brancos e pitangas) nas calçadas do entorno da sede da AEAARP por voluntários

09h00 - Demonstração de poda: retirada de galhos e ponto de corte, conforme ABNT16246-1, 12h00 em um Jacarandá-Mimoso 

09h30 - Demonstração de NR 12 - uso de motosserra, equipamentos de proteção individual e d proteção coletiva e escalada em árvores

10h30 - Demonstração de escalada, poda e descida dos galhos, tipos de nós e amarrações em uma Sibipiruna-Caesalpinia pluviosa, na praça vizinha à sede da AEAARP

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