O frio está chegando e muita gente precisa de ajuda. A diretoria Social da AEAARP lançou a Campanha do Agasalho 2023 com duração do dia 27 de abril a 31 de maio.
Além de agasalhos e cobertores serão arrecadados também roupas (adulto e infantil), calçados e roupas de cama em bom estado de conservação; o recebimento se dará por meio de coletores disponibilizados nas dependências da AEAARP e em demais postos de coleta a serem divulgados.
"É uma união de forças, nós da diretoria Social estamos mobilizando as demais diretorias, associados e amigos a contribuir com nossa campanha, tem muita gente que precisa de uma peça de roupa, de um agasalho; e ajudar o próximo é um dos nossos papéis, a nossa entidade como sempre está atenta, como disse, unindo forças conseguiremos fazer o inverno mais aquecido para muitas pessoas", disse o diretor Rodrigo Araújo.
Todo material arrecadado será distribuído pela ONG Resolvi Mudar.
Sobre a Resolvi Mudar
A entidade atua no resgate da dignidade de pessoas em situação de vulnerabilidade social, confeccionando e distribuindo mais de 1500 refeições mensais em um local apropriado, com oferta de banho e corte de cabelos e entrega de roupas.
A Resolvi Mudar também dá apoio socioeducativo a crianças, jovens e adultos da Comunidade Vida Nova e da Comunidade da Coca-Cola através de iniciativas que vão desde projetos lúdico pedagógicos sobre os temas do meio-ambiente, da saúde, da diversidade, do civismo e da cultua, até a construção de casas em trabalhos coletivos de cooperação mútua entre a ONG e a Comunidade.

A diretoria que vai gerir a AEAARP no biênio 2023/2025 tomou posse no último domingo sob fortes emoções: o engenheiro Fernando Junqueira, presidente nos próximos dois anos, reafirmou seus compromissos com a união e o trabalho; o ex-presidente Giulio Prado fez balanço da gestão, destacando projetos de comunicação e meio ambiente, e os 75 anos da Associação foram lembrados como a transformação do diamante que a cada nova camada de lapidação se torna mais precioso.
Veja demais fotos da posse
Crea-SP divulga balanço do primeiro trimestre de 2023
Em sua missão de garantir o exercício legal da profissão na área tecnológica, o Crea-SP já cumpriu o total de mais de 90 mil ações de fiscalização, apenas no período de janeiro até março deste ano. O balanço trimestral do Conselho é referente às atividades nos 645 municípios do Estado que visam verificar a presença de profissionais habilitados para zelar pela segurança da sociedade nos trabalhos desenvolvidos pelas Engenharias, Agronomia e Geociências.

Para este ano, a meta do Conselho é realizar 600 mil operações, o que segundo o presidente, Eng. Vinicius Marchese, não será difícil alcançar, devido aos números já constatados no primeiro trimestre. “O balanço referente ao início deste ano, mostra o desempenho e a dedicação dos agentes fiscais e de todo o corpo da fiscalização do Crea-SP, e o quanto estamos engajados no mesmo objetivo, que é promover cada vez mais ações em prol da segurança dos profissionais e da população”, analisou.
De 2015 a 2022, as fiscalizações do Conselho aumentaram cerca de 1.600%. Ano passado, o Crea-SP bateu recorde histórico, totalizando mais de 462 mil ações realizadas em todo o Estado.
Deste total de 90 mil, foram registradas 42.141 ações de fiscalização na Engenharia Civil, e na Engenharia Elétrica, 17.671. Em seguida, a Engenharia Mecânica e Metalúrgica soma 13.709 ações, à frente da Engenharia da Segurança do Trabalho, com 7.885, e a Engenharia Química, que contabilizou 2.979. Além disso, foram 3.911 fiscalizações em Agronomia, 1.748 em Agrimensura, e 1.714 em Geologia e Minas. Destas, 731 tiveram foco em proteção ambiental.

“Melhoramos e inovamos as condições de trabalho dos agentes fiscais, com uso de mais tecnologia, como é o caso do aplicativo, o FiscalizApp, que otimiza a atuação em campo. Seguimos reforçando as forças-tarefas nos municípios e as parcerias com outros órgãos e instituições públicas. Com isso, acreditamos que chegaremos à meta estipulada para 2023, de 600 mil ações de fiscalização”, concluiu a superintendente de Fiscalização do Conselho, Eng. Maria Edith dos Santos.
Produzido pela CDI Comunicação
Na próxima segunda-feira, 27 de março, das 8h às 20h, na sede da Associação – entrada pela Rua Clemente Ferreira, 330.
O processo eleitoral que definirá a diretoria do biênio 2023/2025 e a renovação de 1/3 do Conselho Deliberativo para o triênio 2023/2026.
Os editais de convocação para a eleição – que inclui a abertura de prazos para apresentação das chapas e dia de votação – foram publicados no portal da AEAARP, no jornal Tribuna Ribeirão e afixados na sede, conforme determina no Estatuto.
Veja quem compõe a chapa e qual cargo postula:
| Diretoria união e trabalho | |
| NOME | CARGO |
| Eng. Civil Fernando Paoliello Junqueira | Presidente |
| Eng. Civil e Seg. Trab. Maria Mercedes Furegato Pedreira de Freitas | Vice-Presidente |
| DIRETORIA OPERACIONAL | |
| Eng. Civil Luiz Umberto Menegucci | Diretor Administrativo |
| Eng. Agr. Benedito Gléria Filho | Diretor Financeiro |
| Eng. Civil Paulo Henrique Sinelli | Diretor Financeiro Adjunto |
| Eng. Civil Milton Vieira de Souza Leite | Diretor de Promoção da Ética de Exercício Profissional |
| Arq. e Urb. Ruth Cristina Montanheiro Paolino | Diretor Ouvidoria |
| DIRETORIA FUNCIONAL | |
| Eng. Agr. Bruno Prota Guimarães de Oliveira | Diretor de Esportes e Lazer |
| Arq. e Urb. Adriana Bighetti Cristofani | Diretor Comunicação e Cultura |
| Eng. Civil Rodrigo Fernandes Araújo | Diretor Social |
| Eng. Agr. Alexandre Garcia Tazinaffo | Diretor Universitário |
| DIRETORIA TÉCNICA | |
| Eng. Agr. Leonardo Ramos Barbieri | Agronomia, Agrimensura, Alimentos e Afins |
| Arq. e Urb. Cristina Heck Vitaliano Dolacio | Arquitetura, Urbanismo e Afins |
| Eng. Prod. Mec. Celso de Azevedo | Engenharia e Afins |
| 1/3 CONSELHO DELIBERATIVO DA AEAARP 2023 | |
| Eng. Civil Roberto Maestrello | Conselheiro Titular |
| Eng. Mec. Giulio Roberto Azevedo Prado | Conselheiro Titular |
| Eng. Civil Carlos Eduardo Nascimento Alencastre | Conselheiro Titular |
| Eng. Elet. Hideo Kumasaka | Conselheiro Titular |
| Eng. Civil e Seg. do Trab. Luis Antonio Bagatin | Conselheiro Titular |
| Eng. Civil Edgard Cury | Conselheiro Suplente |
| Eng. Agr. Jorge Luiz Pereira Rosa | Conselheiro Suplente |
O Presidente do Conselho Deliberativo da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto - AEAARP, conforme reza o artigo 58 do Estatuto da Associação aprovado e registrado em cartório em maio de 2018 convoca seus associados, a participarem da ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA - POSSE DA DIRETORIA EXECUTIVA E DE 1/3 DO CONSELHO DELIBERATIVO DA AEAARP, nos termos abaixo especificados:
Data da Assembleia: dia 01 de abril de 2023.
Primeira Convocação às 19h; e Segunda Convocação às 19h30.
Quórum de Instalação: ¼(quarta) parte dos associados em 1ª convocação; e qualquer número de associados em 2ª convocação.
Pauta: Posse Diretoria Executiva e 1/3 do Conselho Deliberativo da AEAARP.
Local: Sede da AEAARP - Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto, sita na Rua João Penteado nº 2.237.
Ribeirão Preto, 21 de março de 2023
Eng.º Civil José Anibal Laguna
Presidente do Conselho Deliberativo da AEAARP
Fonte: Revista Agropecuária
20 de março é o dia internacional da agricultura. A atividade vem sendo praticada a milhares de anos e tem papel importante no desenvolvimento da sociedade humana. Além disso, a agricultura é geradora de saldo positivo para balança comercial de diversos países. No caso do Brasil não é diferente, a agricultura é responsável por boa parte do (PIB) Produto Interno Bruto.
Em 2017, o principal produto exportado foi a soja, o grão representa 15% da pauta de exportação e tem a China como principal comprador. Outros produtos de grande importância são o café em grão e a açúcar. De forma geral, sabe-se que de cada dez itens exportados pelo Brasil, 7 são produtos agrícolas. E os dados recentes divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio exterior e serviços (MDIC) mostram que as expectativas são de uma crescente participação.
No dia em que é celebrada uma atividade tão importante, não poderíamos deixar de falar sobre a agricultura. Boa leitura!
Atualmente a população mundial é de cerca de 7,2 bilhões de pessoas. Estima-se que até 2050 este número chegue a 9 bilhões. Você já parou para pensar no volume de alimentos necessários para manter a segurança alimentar da população? Significa garantir o acesso da população a alimentos básicos e seguros e em quantidade que seja capaz de atender as necessidades fundamentais de uma alimentação digna e saudável.
Muitas pessoas ao ouvirem falar sobre o termo agricultura associam a técnica apenas ao fornecimento de alimentos. Porém, a atividade vai muito além e esta data é um dia importante para discutir o assunto. Além de ser constituída como o conjunto de técnicas de cultivo e plantio, a agricultura é importante geradora de:
O bom desempenho das atividades agrícolas tem como responsáveis diferentes atores. São chamados de agricultores, fazendeiros, lavradores ou mesmo proprietários de terra. Assim como a agricultura, os agricultores também têm uma data especial para serem lembrados. No dia 28 de julho 1960 o Ministério da agricultura , antiga Secretária de Estados de Negócios da Agricultura completava 100 anos. Assim, o então presidente Juscelino Kubitschek determinou que nesta data passaria a ser comemorado o dia do agricultor.
Grande parte dos alimentos presentes na mesa da população passou pelas mãos de um agricultor. Pense bem, as frutas que consumimos no café da manhã, o leite, as carnes que ingerimos nas refeições e até mesmo o combustível utilizado nos veículos. São pessoas que dedicam seus esforços em atividades com pecuária de corte, pecuária de leite, plantio e irrigação de diversas culturas, manejo de pastagens, entre outras.
A atividade agrícola está cada vez mais moderna, o que foi possível graças a expansão das linhas de crédito rural. Com isso, viabilizou-se a realização de maiores investimentos em diferentes insumos como máquinas e equipamentos. Outro ponto que favoreceu a modernização foi a criação de importantes centros de pesquisa tanto em âmbito estadual quanto federal. Assim, é possível elencar os quatro pontos chave para a modernização agrícola. São eles:
Profissionais de todo o País passam a seguir os mesmos procedimentos
O Crea-SP unificou a Tabela de Obras e Serviços (TOS) com a referência nacional do Confea, que, na Decisão Plenária 1853/2018, determinou a unificação da TOS única para todos os Creas, nos termos do art. 36 da Resolução nº 1.025/2009.
Agora, além de facilitar a identificação de obras, serviços e demais atividades profissionais, com a tabela única também serão gerados ganhos em modernização e simplificação na Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), conforme explica o diretor técnico do Conselho, Eng. Clóvis Sávio Simões de Paula: “A nova Tabela de Obras e Serviços provoca uma evolução digital da ART. Nós fizemos um trabalho intenso de identificação de atividades de todas as profissões, contemplando as oito Câmaras Especializadas, com o intuito de tornar a identificação mais fácil na hora de registrar e emitir a anotação, tornando o documento comum aos outros Conselhos Regionais”, afirma o engenheiro.
Na prática, o que muda? O profissional terá os mesmos códigos de atividades para a ART em âmbito nacional. Ao todo, são 2 mil linhas de terminologias que poderão ser utilizadas para determinar a atividade técnica desempenhada pelo engenheiro, agrônomo ou geocientista. Antes, eram cerca de 3 mil em São Paulo.
“Toda a atualização dos termos anteriores para os novos foi feita para facilitar o procedimento profissional”, explica o gerente de Desenvolvimento e Execução de Projetos do Crea-SP, analista e desenvolvedor de Sistemas Marcelo Pessoa.
O passo a passo para preenchimento da ART continua o mesmo, mas é necessário atenção às recomendações:
As obras e serviços atualizados já estão disponíveis para consulta on-line, clique aqui para conferir.
Para as situações em que não for localizada uma terminologia exata da atividade, como costumava acontecer, a recomendação é que seja utilizada aquele que mais se adequa ao caso e detalhar a obra ou serviço executado no campo de “Observações” da anotação.
Também é possível consultar a tabela nacional do Confea, que serviu de referência para a implantação no Crea-SP e que está sendo replicada em outros Estados, acesse aqui.
Produzido pela CDI Comunicação
EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA – EXTRATO
O Presidente do Conselho Deliberativo da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto - AEAARP, conforme reza os artigos 37 e 55 do Estatuto da Associação aprovado e registrado em cartório em maio de 2018 convoca seus associados fundadores e titulares que reúnam as condições previstas em seus artigos 9º e 10º, inciso I e 52 parágrafo único, a participarem da ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, com o fim de votarem as Contas do Exercício 2022, nos termos abaixo especificados:
Data da Assembleia: dia 13 de março de 2023 – Primeira Convocação às 18h30; e Segunda Convocação às 19h.
Quórum de Instalação: ¼(quarta) parte dos associados em 1ª convocação; e qualquer número de associados em 2ª convocação.
Pauta: Aprovação de Contas, Relatórios de Diretoria e os Pareceres do Conselho Deliberativo / Fiscal relativos ao Exercício 2022.
Local: Sede da AEAARP - Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto, sita na Rua João Penteado nº 2.237.
Obs. Na forma dos artigos supracitados estas contas estão à disposição dos associados na sede da AEAARP.
Ribeirão Preto, 2 de março de 2023
Engenheiro Civil Jose Aníbal Laguna
Presidente do Conselho Deliberativo da AEAARP
O Presidente do Conselho Deliberativo da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto - AEAARP, conforme reza os artigos 37 e 55 do Estatuto da Associação aprovado e registrado em cartório em maio de 2018 convoca seus associados fundadores e titulares que reúnam as condições previstas nos artigos 9º e 10º, inciso I e 52 parágrafo único, a participarem da ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA, para fins de deliberarem acerca do processo eleitoral e de elegerem os membros da Diretoria Executiva e 1/3 do Conselho Deliberativo da AEAARP, nos termos abaixo especificados:
Data da Assembleia: dia 27 de março de 2023 – Primeira Convocação às 8h; e Segunda Convocação às 8h30.
Quórum de Instalação: ¼(quarta) parte dos associados em 1ª convocação; e qualquer número de associados em 2ª convocação.
Pauta: Homologação das chapas inscritas, designação da mesa receptora de votos e da junta de apuração das eleições, autorização para a realização das eleições para os cargos da Diretoria Executiva e 1/3 do Conselho Deliberativo da AEAARP.
Prazo Máximo de Registro de Chapas: Às 17h (dezessete horas) do dia 20 de março de 2023.
Data da Coleta de Votos dos Associados: dia 27 de março de 2023, das 8h às 20h.
Local: Sede da AEAARP - Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto, sita na Rua João Penteado nº 2.237.
Obs. O edital de convocação encontra-se também afixado na sede da AEAARP e na página da Web, sendo que os associados que desejarem cópia do mesmo deverão dirigir-se à entidade e requisitá-la.
Ribeirão Preto, 24 de fevereiro de 2023
Engenheiro Civil Jose Aníbal Laguna
Presidente do Conselho Deliberativo da AEAARP
Cultivo é feito predominantemente por pequenos produtores; cultura não necessita de grandes áreas e possui boa rentabilidade
Leia mais: https://aeaarp.org.br/wp-content/uploads/2022/08/20210407145540painel-312-site.pdf - página 6
Doces ou picantes, as pimentas são ingredientes indispensáveis na culinária, sendo o condimento picante mais consumido no mundo. Estima-se que 2/3 da população mundial saboreie o alimento com frequência. “Poucas espécies vegetais têm uso tão universal quanto as pimentas, que passaram a ser consumidas por povos de todos os continentes e hoje dominam o mercado mundial de especiarias picantes”, comenta Cláudia Silva da Costa Ribeiro, pesquisadora da Embrapa Hortaliças na área de Melhoramento Genético de Plantas.
Nos últimos anos, o interesse pela pimenta tem aumentado pela sua versatilidade culinária e industrial e também pelos benefícios à saúde, já que o mesmo princípio que causa a ardência das pimentas – a capsaicina – é um poderoso antioxidante e anti-inflamatório. “Auxilia na digestão, no alívio das dores em geral, congestão nasal e coceiras, além de prevenir células cancerígenas, aumentar a libido e até auxiliar na perda de peso porque aumenta o metabolismo”, explica a engenheira agrônoma Sally Ferreira Blat, pesquisadora científica do Instituto Agronômico (IAC).
Cultivada em todas as regiões do Brasil, a pimenta é plantada tradicionalmente por pequenos produtores e em propriedades familiares. “A cultura se ajusta perfeitamente aos modelos de agricultura familiar e de integração pequeno agricultor-agroindústria, trazendo bom retorno financeiro, mesmo quando plantada em pequenas áreas”, destaca Cláudia, da Embrapa Hortaliças. De acordo com ela, a cultura permite a fixação de pequenos produtores rurais e suas famílias no campo, a contratação sazonal de mão-de-obra durante o período de colheita, o estabelecimento de novas indústrias processadoras e, consequentemente, a geração de novos empregos.
Marco Andrade é produtor de pimenta há 15 anos. Ele e a esposa Karina Luiz cultivam 50 mil pés de Dedo-de-moça em uma área de seis hectares em Santo Antônio da Alegria-SP. “Sou um apaixonado por pimenta”, diz.
No início, o plantio era apenas para atender demanda para a produção caseira de molhos consumidos pela família. Com o passar do tempo, a plantação cresceu e hoje a propriedade produz duas toneladas de pimenta por semana.
A produção contínua é uma das vantagens da cultura, aponta o produtor. Segundo ele, o segredo de colher pimenta o ano todo está na irrigação, que é feita por gotejamento utilizando a fertirrigação, técnica de adubação que usa a água para levar nutrientes ao solo. “Sendo irrigada, temos pimenta em todos os meses do ano, o que resulta em maior rentabilidade”, explica. Já a desvantagem da cultura é que plantio e a colheita são feitos manualmente, o que a torna um pouco mais cara.
O próximo passo é investir no cultivo de pimentas nucleares – com mais ardência e maior valor de mercado - e expandir a produção para mais 50 mil pés. A família também iniciou a fabricação e comercialização de molhos e geleias de pimenta. Atualmente a produção mensal é de 6 mil vidros.
Existem diversos tipos ou grupos varietais de pimentas. Eles pertencem às espécies botânicas Capsicum annuum, C. baccatum, C. chinense e C. frutescens. No Brasil, a maior diversidade de tipos tem origem na espécie C. chinense, considerada a mais brasileira das pimentas cultivadas.
Pimenta em vaso
O aumento da procura por novas variedades e sabores de pimenta fez com que o engenheiro agrônomo Pedro Fernandes Leça, produtor de mudas em Ribeirão Preto há 21 anos, apostasse na produção de mudas de pimenta em vaso. A maior parte da produção é para o consumo urbano e uma porcentagem é vendida para produtores da região.
Mensalmente são comercializados 2.500 vasos. A produção é variada, são cerca de 20 espécies, desde as mais procuradas, como a Dedo-de-moça, Malagueta, Cumari, De Cheiro e Bode, às chamadas exóticas, que incluem as nucleares, com nível de ardência elevado, e as importadas, como a Habanero e Jalapeño. “A minha oportunidade de trabalho é com vasos de pimenta para uso doméstico. Hoje as pessoas buscam por produtos frescos. O mercado existe e está crescendo cada vez mais”, explica Pedro. Segundo ele, a espécie mais consumida é a Dedo-de-moça e, para atender à demanda, ele produz cerca de 10 mil mudas por mês.
O cultivo das mudas é realizado em bandejas colocadas em estufas. A planta recebe irrigação e adubação própria, com o uso de substrato. A prevenção de pragas e doenças é feita com a pulverização de defensivos.
Com diversos tamanhos, formatos, cores, pungência, aroma e sabor, as principais pimentas cultivadas no país são: Dedo-de- -moça, Malagueta, Cumari verdadeira ou Pimenta-de-passarinho, Cambuci, Cumari-do-Pará ou Cumari amarela, Pimenta-de-cheiro, Bode, Murupi, Jalapeño e Habanero, entre outras. “Há muita confusão com os nomes, em função, principalmente, da semelhança de formato de fruto entre os tipos, ou ainda nomenclaturas regionais diferentes para um mesmo tipo ou grupo de pimenta”, ressalta Cláudia, da Embrapa Hortaliça.

A pimenteira é uma planta perene, de cultivo anual (12 meses) e que requer altas temperaturas para se desenvolver (entre de 25ºC a 35ºC). “As épocas de plantio dependem de cada região. Geralmente, só se elimina o plantio no período de inverno. No estado de São Paulo os meses mais comuns são dezembro e janeiro, mas a pimenta pode ser plantada praticamente o ano todo”, explica a engenheira agrônoma Sally, do IAC.
O período da colheita também varia com a cultivar, espécie e região. De modo geral, as colheitas têm início por volta dos 95 dias e prolongam-se por vários meses. “Os pontos de colheita dependem de cada cultivar, algumas verdes e outras maduras, vermelhas ou amarelas em geral”, informa Sally.
Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Sergipe, Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul são os principais estados produtores. No estado de São Paulo, a pimenta é cultivada, principalmente, nos munícipios de Salto, Piedade, Indaiatuba e Mogi Mirim. “As mais comuns no estado são a Dedo-de-moça, Cumari e Biquinho, mas também encontramos produtores de pimenta Jalapeño e muitos produtores estão inovando no cultivo de pimentas mexicanas e peruanas”, explica Sally.
Segundo ela, na região de Ribeirão Preto há o cultivo das pimentas tradicionais, como a Malagueta, Cumari, Bode, Dedo-de-moça, mas também existe um mercado pontual de pimentas exóticas que são as de maior pungência (ardência) como a Bhut jolokia, Carolina Reaper, Trinidad Moruga Scorpion, entre outras.
Para Claudia, pesquisadora da Embrapa Hortaliça, o principal desafio da cultura é a dificuldade de encontrar no mercado cultivares de diferentes tipos de pimentas com alta uniformidade e com boas características agronômicas (como resistência a doenças) e industriais. “Variedades de pimentas mais uniformes, produtivas e resistentes às doenças resultariam em uma remuneração maior para o produtor”.
Dentre os fatores limitantes do cultivo no Brasil, a pesquisadora destaca as doenças causadas por bactérias, fungos, vírus e nematoides e a escassez de mão-de-obra para a colheita de pimentas em plantios maiores, assim como a expressiva fatia que essa atividade representa no custo total de produção.
Consumo
As pimentas, além de consumidas frescas, podem ser processadas e utilizadas em diversas linhas de produtos na indústria de alimentos. A produção atende a indústrias de molhos de pimentas de pequeno e médio portes, além de indústrias de conservas de pimentas, normalmente de pequeno porte ou artesanais.
Segundo dados da Embrapa Hortaliças, a crescente demanda do mercado, estimado em R$ 80 milhões ao ano, tem impulsionado o aumento da área cultivada e o estabelecimento de agroindústrias. “Embora o consumo de frutos frescos de pimentas tenha aumentado nos últimos anos, as pimentas são consumidas no Brasil principalmente na forma de molhos e conservas”, destaca Cláudia.

Os estados da região Sul são os que menos consumem pimentas in natura, havendo uma preferência pelas formas processadas, como molhos, conservas e pimentas desidratadas. Na região Sudeste, consome-se principalmente a pimenta doce do tipo americana, pimenta Cambuci, Malagueta e Cumari vermelha. Na região Nordeste, predominam as pimentas Malagueta e De Cheiro. Na região Norte, as pimentas mais apreciadas são a Murupi, Cumari do Pará e a De Cheiro; na região Centro-Oeste, tradicionalmente são cultivadas e consumidas as pimentas Bode, Malagueta, Cumari do Pará, Dedo-de-moça e a pimenta de Cheiro.
A pimenta também é matéria-prima para condimento e corante que realça o sabor e agrega cor em produtos alimentícios. “A páprica, por exemplo, é utilizada como corante natural em diversos produtos industrializados, como molhos, maioneses, sopas de preparo instantâneo, biscoitos, produtos à base de carnes (salsichas, linguiças, salames) e queijos”, diz Cláudia. Além desse mercado, novos nichos de produtos gourmets (geleias, chocolates etc.) e de produtos orgânicos (frescos ou processados) surgem para atender principalmente ao crescente número de consumidores jovens (25-35 anos), interessados por sabores exóticos e alimentos saudáveis.
“A visão de que a pimenta é um tempero popular está sendo mudada aos poucos, pois são muitas as opções de usos na culinária, associadas aos inúmeros tipos disponíveis no mercado. O resgate e uma nova leitura da culinária tradicional e regional brasileira por grandes chefs de cozinha estão ajudando a mudar este panorama e as pimentas Capsicum estão ganhando um lugar de destaque na gastronomia brasileira”, ressalta Cláudia.
