
A Painel 280 publicou uma matéria sobre a situação do asfalto nas rodovias brasileiras. Veja também:
-Estudo de Etienne Jeoffroy
-Estudo CNT

A Painel 278 publicou uma matéria sobre energia geotérmica. Veja também a reportagem Energia geotérmica: possibilidades e riscos do calor do fundo da Terra, do portal NEXO, e assista ao vídeo que explica como funciona uma central geotérmica.

Um software já utilizado pela Coca-Cola Femsa para reduzir o desperdício de líquido no envase de refrigerantes permitiu reduzir em 2% a perda de água por vazamento – percentual equivalente a 2,5 milhões de metros cúbicos por ano – na distribuição na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro.
Batizado de Leaf, o sistema, desenvolvido pela I.Systems – uma empresa apoiada pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), da FAPESP –, será testado agora para controlar a captação de água de rios que abastecem a região fluminense, compreendida pelos municípios de Araruama, Armação dos Búzios, Arraial do Cabo, Cabo Frio, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia e Saquarema.
“Em razão dos bons resultados alcançados com a aplicação do software no controle da distribuição de água surgiu a oportunidade de expandir seu uso para a captação e, dessa forma, abranger todo o sistema de abastecimento da Região dos Lagos”, disse Igor Santiago, presidente da I.Systems.
De acordo com Santiago, a tecnologia de controle de diversas variáveis em uma linha de produção baseado em lógica fuzzy (ramo da inteligência artificial), desenvolvida pela startup, é hoje utilizada por mais de 35 empresas.
A economia de 2% na perda por vazamento foi possível devido ao controle da pressão da água pelo software nas redes de distribuição da concessionária responsável pelos serviços de saneamento da região fluminense, a Prolagos.
“O controle de pressão da água em uma rede de distribuição é considerado um dos pontos operacionais mais importantes na distribuição de água. Enquanto uma pressão baixa pode não ser suficiente para transportar água para os pontos mais distantes e elevados de uma cidade, altas pressões aumentam as perdas por vazamento e podem gerar rompimento de tubulações”, explicou Santiago.
A fim de controlar a pressão nos diversos pontos de uma tubulação, as redes de distribuição utilizam bombas (boosters, em inglês), para direcionar o fluxo da água com alta pressão, e válvulas redutoras de pressão (VRPs), com o objetivo de estabilizar a pressão nos diversos pontos da tubulação. A tecnologia atual, contudo, não consegue observar em tempo real e de forma integrada toda a rede de distribuição.
“A tecnologia disponível até então basicamente olha para a pressão da água antes da bomba ou da válvula e decide o que esses equipamentos devem fazer. Só que isso pode gerar impactos mais para a frente, como a falta de água nas torneiras ou uma elevação de pressão que pode gerar ruptura de duto”, disse Santiago.
A Prolagos vinha buscando encontrar uma solução para controlar de forma automática e integrada as bombas e VRPs em suas redes de distribuição, com o intuito de reduzir as perdas por vazamento.
Ao ler uma reportagem sobre os resultados obtidos pela Coca-Cola Femsa com a aplicação do software desenvolvido pela I.Systems, o presidente da concessionária entrou em contato com Santiago e seus sócios.
A reportagem destacava que, por meio do sistema, a Coca-Cola Femsa, em Jundiaí, maior engarrafadora da marca na América Latina, reduziu em 31% as perdas por variação de nível de líquido injetado e em 42% as perdas por borbulhamento, além de ter conseguido o controle simultâneo das válvulas de pressão e de vazão. O resultado foi uma economia de 500 mil litros de refrigerante e de 100 mil garrafas PET por ano.
" O executivo da empresa imaginou que, se a tecnologia foi capaz de regular a vazão de refrigerantes em garrafas, teoricamente também poderia controlar a pressão da água na rede de distribuição da Prolagos", disse Santiago.
“Ele nos procurou, perguntou o que nós achávamos da aplicação do sistema para essa finalidade, e respondemos que era mais voltado para a indústria 4.0, enquanto essa nova aplicação para controlar a pressão da água em uma rede de distribuição seria mais voltada para smart city [cidade inteligente]”, afirmou Santiago.
“Aceitamos o desafio e decidimos fazer um diagnóstico inicial. Para isso, submetemos um projeto ao PIPE e fomos contemplados para a Fase 2 direta do programa [de execução da pesquisa]”, detalhou.
Controle remoto
A solução desenvolvida pela empresa foi interligar no sistema de inteligência artificial diversas informações, como o dia da semana (se feriado ou não), o horário, a temperatura na região, a época do ano (período de férias ou não) e a previsão de chuva, entre outras, para ajustar automaticamente a pressão da água na rede de distribuição.
Ao observar esse conjunto de informações, o sistema é capaz de adaptar a pressão às demandas instantâneas de água e prever o fornecimento para um período de até 72 horas.
“Por meio desse conjunto de informações, o sistema de inteligência artificial faz uma projeção e atribui uma responsabilidade de pressão de água para cada bomba e válvula da rede de distribuição”, disse Santiago.
“É como se todas as válvulas e bombas que compõem a rede passassem a funcionar com uma inteligência única, de forma global e integrada, e não de modo individual. Com isso, é possível evitar que a atuação em uma válvula, por exemplo, cause efeitos indesejados em outro ponto da rede e otimizar a operação como um todo”, afirmou.
Durante uma semana, o sistema se adequou ao perfil de fornecimento da região e otimizou automaticamente o controle de pressão. O resultado foi uma redução da vazão média no período de 5,8%, sem prejudicar o abastecimento.
O controle mais eficiente proporcionado pelo software também resultou em uma redução de 15% na vazão mínima noturna e, consequentemente, gerou uma redução nos índices de perda da região.
“Temos apresentado essa solução para outras concessionárias de serviços de saneamento no Estado de São Paulo e outras regiões do país para viabilizar a implantação dela em outros locais”, contou Santiago.
Um dos obstáculos que a empresa tem enfrentado para conseguir levar a solução para outras cidades brasileiras, contudo, é a limitação de infraestrutura das concessionárias de saneamento. A maioria delas não possui um nível de automação suficiente que possibilite controlar as válvulas remotamente.
“Diversas concessionárias ainda têm um sistema manual de controle, em que é preciso enviar um operador em campo para mudar a abertura de uma válvula. Isso inviabiliza a implantação do nosso sistema”, ponderou Santiago.
I.Systems
www.i.systems.com.br
R. Castro Alves, 207 - Taquaral, Campinas - SP, CEP 13076-040
Contato: www.i.systems.com.br/contato

Nada menos do que 930 mil painéis solares. Este é um dos números que dá a dimensão da usina solar de Nova Olinda, que acaba de entrar em funcionamento completo na região do semiárido do Piauí.
Construída em uma área de 690 hectares, ela tem capacidade instalada de 292 MW e com potencial para produzir 600 GWh, eletricidade suficiente para atender a demanda de 300 mil casas. Esta é a maior fazenda solar da América Latina.
Um projeto da Enel Green Power, companhia multinacional de energia renovável, com operações nos cinco continentes, a usina de Nova Olinda ficou pronta em apenas 15 meses.
Para isso, o investimento foi de aproximadamente 300 milhões de dólares. Segundo a companhia, a construção seguiu as normas do Creating Shared Value (CSV), modelo de negócio criado na Universidade de Harvard, que preconiza, entre outras coisas, o estímulo à economia local. Na obra de Nova Olinda, foram contratados 1.700 colaboradores, mais da metade deles moradores da região.
Além disso, os trabalhadores receberam treinamento em eletromecânica para poder montar os equipamentos da planta e também participaram de workshops de reciclagem criativa, utilizando material que sobrou da obra. Outra iniciativa em andamento na comunidade é o projeto CineSolar, que como o próprio nome diz, emprega energia solar para a exibição de filmes em locais públicos.
De acordo com a Enel, o funcionamento da usina de Nova Olinda e com ela, a produção de energia limpa, contribuirá para a não emissão, por ano, de 350 mil toneladas de dióxido de carbono (CO2), gás responsável pelo aquecimento global.
Além de Nova Olinda, a Enel tem outras usinas solares e eólicas em operação no Brasil, além de algumas em construção.
No início de outubro, a empresa já havia inaugurado o primeiro parque solar de grande porte do país, em Bom Jesus da Lapa, na Bahia. Este tem capacidade de produzir 340 GWh por ano, o suficiente para atender o consumo de 166 mil residências.
O Brasil é considerado o segundo país do mundo em capacidade para gerar energia solar.

Um engenheiro criou um robô que, se tudo der certo, será vinte vezes mais rápido do que um ser humano no serviço de assentar tijolos. Hadrian, o robô que recebe o nome do imperador romano que construiu o Muro de Hadrian (ou Adriano, em português), será capaz de colocar até 1.000 tijolos por hora. As máquinas já fabricam carros e são responsáveis até mesmo por procedimentos delicados na área da medicina. Por que não na engenharia?
Uma casa comum tem em média 15 mil tijolos, de acordo com a reportgem assinada pelo Blog da Engenharia no portal do Instituto da Engenharia, e, segundo o criador do Hadrian, ele já foi a campo, conseguindo construir uma casa em apenas dois dias. A ideia surgiu a partir de um problema que a Austrália (lar do desenvolvedor) vive, que é a falta de mão de obra na construção civil, já que a média de idade por lá está cada vez mais alta e faltam jovens no mercado para trabalhos mais pesados e braçais.
“O Hadrian reduz o tempo total de construção de uma casa padrão em aproximadamente seis semanas”, disse o CEO da Fastbricks Robotics, Mike Pivac.
A Fastbrick Robotics gastou US$ 7 milhões (cerca de R$ 25 milhões) em pesquisa e desenvolvimento. O robô ainda exige um pedreiro real para fins de garantia de qualidade durante o processo – porém ainda sim o custo benefício compensa bastante.

Desenvolver veículos autônomos que precisam trafegar sempre pelos mesmos espaços, como armazéns e fábricas, é bem mais fácil do que fazê-los circular por ruas e estradas, onde o inesperado está sempre pronto a acontecer.
Por isso, as empilhadeiras e veículos de carga sem operadores estão ultrapassando rapidamente os carros sem motorista quando o assunto é sua adoção prática.
Os primeiros testes demonstraram que frotas de empilhadeiras autônomas podem operar em armazéns ao lado de colegas de trabalho humanos para apoiar tarefas como embalagem, paletização, transporte e armazenamento de mercadorias e carregamento e descarregamento de caminhões.
O trabalho é resultado do projeto ILIAD, sigla em inglês para intra-logística com implantação automática integrada, que congrega engenheiros das universidades Orebro (Suécia), Lincoln (Reino Unido), Pisa (Itália) e Leibniz (Alemanha). Os protótipos foram construídos com a colaboração de cerca de uma dezena de empresas desses países.

De Tecmundo
Já não é de hoje que a Uber fala em ter carros voando por aí em seu serviço de ride-sharing. No entanto, tudo estava no papel e sem grandes planos concretos – pelo menos até o surgimento de um parceiro de peso nesse projeto: nada menos que a NASA, a agência espacial norte-americana.
A parceria foi anunciada na última quarta-feira durante um evento em Lisboa e a companhia afirmou que a ideia é desenvolver um plano para gerenciar o espaço aéreo urbano. As duas empresas fecharam um acordo batizado de Ato Espacial, que vai permitir que a Uber trabalhe com a NASA e com outros parceiros para fazer com que veículos voadores em baixas altitudes sejam seguros e viáveis.
á não é de hoje que a Uber fala em ter carros voando por aí em seu serviço de ride-sharing. No entanto, tudo estava no papel e sem grandes planos concretos – pelo menos até o surgimento de um parceiro de peso nesse projeto: nada menos que a NASA, a agência espacial norte-americana.
A parceria foi anunciada na última quarta-feira durante um evento em Lisboa e a companhia afirmou que a ideia é desenvolver um plano para gerenciar o espaço aéreo urbano. As duas empresas fecharam um acordo batizado de Ato Espacial, que vai permitir que a Uber trabalhe com a NASA e com outros parceiros para fazer com que veículos voadores em baixas altitudes sejam seguros e viáveis.
“Para encarar aventuras no final de semana sem abrir mão do conforto de um carro de passeio”, já diria a equipe de marketing (Divulgação/Mercedes-Benz)
O que fazer quando você não abre mão do prazer de dirigir de uma perua, mas seu companheiro (ou companheira) faz questão de ter um SUV?
A solução de um engenheiro da Mercedes foi bem simples: colocar o sistema de transmissão 4×4 – incluindo os exclusivos eixos portal – do indestrutível caminhão Unimog em uma Classe E Estate.
Nenhum SUV vai ter coragem de fechar esse carro… (Divulgação/Mercedes-Benz)
O resultado é uma perua que certamente humilharia a maioria dos utilitários esportivos em trilhas mais pesadas. Graças ao sistema portal, onde o cubo da roda fica mais baixo que a ponta do eixo, a Mercedes Classe E 4×4² tem altura livre do solo de estratosféricos 42 cm. Para se ter uma ideia, isso é mais do que o dobro do encontrado no Troller T4!
Já que eles ousaram tanto, por quê não ir além e fazer um AMG? (Divulgação/Mercedes-Benz)
A adaptação foi relativamente simples e envolveu mudanças nos dois subchassis, para receber os novos diferenciais e suspensão, e o alargamento dos para-lamas. O tempo de execução foi de rápidos seis meses, pois o departamento de engenharia usou a impressão 3D para a produção de algumas peças. O modelo manteve o motor da versão E400, com um V6 biturbo a gasolina de 333 cv e câmbio automático de nove marchas.
Deve ser um pouco difícil carregar as compras no porta-malas… (Divulgação/Mercedes-Benz)
A Mercedes deixou claro que o protótipo é um projeto sem nenhuma intenção de chegar às ruas. Mas, dada a repercussão positiva da crítica e dos fãs após revelar a perua, executivos indicaram que poderiam produzir o modelo em uma série especial de volume reduzido. Faz sentido: para quem já fez um jipe AMG 6×6, uma perua SUV não é nada de outro mundo…
O primeiro navio automatizado e sem tripulação do mundo já será uma realidade no ano que vem. Construído na Noruega, o veículo promete revolucionar o transporte marítimo, que é um dos grandes emissores de poluição. A informação é do Wall Street Journal.
Para navegar em segurança, o navio usará GPS, radar, câmeras e sensores. A baterias são recaregadas quando está estacionado para carga e descarga. A intenção é que já na metade de 2018 ele comece a funcionar para testes, a partir de 2019 passe para operação remota e, finalmente, em 2020 seja completamente autônomo. São apenas três anos para alcançar a meta.
O custo estimado do veículo está em cerca de 25 milhões de dólares, o que é três vezes mais do que um navio padrão do mesmo tamanho. Ainda assim, segundo os investidores, o valor compensa pelo fato do veículo não necessitar de combustível ou tripulação.
Ao The Wall Street Journal, o chefe de produção do navio, Petter Ostbo, salientou a questão ambiental do negócio. “Queremos ter uma emissão zero. Mesmo que alguns digam que a mudança climática não é realidade, é uma realidade comercial porque fontes limpas de energia são mais acessíveis do que combustíveis fósseis”.
O desenvolvimento da tecnologia é feito em conjunto pela empresa agrícola Yara International e pela empresa de tecnologia Kongsberg Gruppen. O navio foi batizado de Yara Birkeland, em homenagem ao cientista norueguês Kristian Birkeland, mas está sendo chamado de “Tesla dos mares”.