
O deputado Otto Alencar Filho (PSD/BA) apresentou Projeto de Lei Complementar No. 55/2021 que, se aprovado, permitirá aos arquitetos e urbanistas autônomos optarem pelo enquadramento como MEI (Microempreendedor Individual) para fins de recolhimento dos impostos e contribuições pelo Simples Nacional. A iniciativa do deputado atendeu a pleito do Conselho de Arquitetura e Urbanismo da Bahia.
O CAU Brasil apoia o PLC, de 19 de abril, por atender a um antigo anseio dos profissionais de Arquitetura e Urbanismo, e sugere, como o CAU/BA, que se manifestem pelas redes sociais no mesmo sentindo, solicitando ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, a discussão da matéria em Plenário o mais breve. Os contatos são: dep.arthurlira@camara.leg.br e Instagram @oficialarthurlira
Otto Alencar Filho
O PLC, de 19 de abril, teve adesão imediata dos deputados Haroldo Cathedral (PSB/RR) e Expedito Netto (PSD/RO), que passaram a assiná-lo como coautores.Na justificativa de sua proposta, o deputado Otto Alencar Filho – presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico – lembra que “os arquitetos e urbanistas, apesar da possibilidade de opção pelo enquadramento no regime do Simples Nacional não fazem parte das categorias optantes pelo enquadramento simplificado referente aos microempreendedores individuais”.
“A lei precisa enquadrar os fatos da vida real e o cenário da muitos arquitetos e urbanistas é o exercício de atividade autônoma, individual, como empresário de si mesmo. Não se está aqui a falar de grandes empresas, mas dos arquitetos e urbanistas que exercem sua atividade nos limites e termos do enquadramento simplificado referente aos microempreendedores individuais. Assim, tendo por princípio a equidade no sistema tributário brasileiro, rogo aos meus pares o apoio para a aprovação do projeto”.
Ao sugerir a mudança, o CAU/BA ponderou a necessidade de a lei observar a realidade fática e o cenário dos profissionais de arquitetura e urbanismo que, em sua maioria, exerce a atividade de forma autônoma, “como empresário de si mesmo”, faturando dentro do limite anual estabelecido pela legislação do microempreendedor.
Para Neilton Dórea, presidente do CAU/BA, a adesão ao requerimento é uma vitória para a categoria e é uma reconhecida forma de valorizar a Arquitetura e Urbanismo e os profissionais de todo o país.
O CAU/BA lembra que, nesta fase, a mobilização da categoria é muito importante a fim de obter a aprovação da Lei. Para isso, sugere aos profissionais – como apoio do CAU Brasil – que manifestem apoio através das redes sociais e e-mails abaixo:
Aprovado o PLC 55/2021, ficará alterada a redação do Art. 18-A, da Lei Complementar 123, de 14 de dezembro de 2006, que trata do Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte.

A diretora de Arquitetura, arquiteta Silvia Camargo, esteve reunida com o Senai Ribeirão Preto.
Nesta reunião, o assunto discutido foi a imersão BIM, com a presença do diretor prof Reginaldo Dias, supervisor Valter Sena e o especialista Brendon Donizete.
A Associação AEAARP avança neste tema.

Fonte Live
Esta matéria inaugura a nova série “Biografia e obras” do Live. Começamos com a arquiteta Lina Bo Bardi em reconhecimento ao seu incrível trabalho e em homenagem a todas as mulheres neste 8 de março – Dia Internacional das Mulheres.
A arquiteta modernista ítalo-brasileira Achillina Bo Bardi, mais conhecida como Lina Bo Bardi, nasceu dia 5 de dezembro de 1914, em Prati di Castello, na Itália.
Arquiteta, designer, ilustradora, cenógrafa e editora, a multiprofissional atuou numa época em que as mulheres eram pouco ouvidas. Exerceu sua profissão num momento em que ser mulher num ambiente de trabalho como um canteiro de obras, por exemplo, era algo afrontoso e adverso.
Com foco na simplicidade, no estilo moderno e na dedicação voltada à interação das pessoas com as suas obras, Lina também foi uma grande pensadora. Italiana naturalizada no Brasil, ela revolucionou a arquitetura brasileira ao unir o moderno ao popular, incorporando cultura, política e antropologia em cada um de seus projetos.
Ainda durante o período em que vivia na Itália, Lina teve aulas de desenho no Liceu Artístico de Roma e formou-se em Arquitetura pela Universidade de Roma, em 1940.
Até que, contrária à ascensão do fascismo e diante de toda instabilidade política da cidade, se mudou para Milão, onde pôde trabalhar com o arquiteto Gio Ponti (1891-1979), diretor das Trienais de Milão (renomadas exposições de arte italiana) e das revistas Domus, Lo Stile e Bellezza.
Após trabalhar um tempo como editora, ela passou a dirigir a revista Domus, no mesmo período em que seus projetos começaram a ganhar destaque na área. Além das artes, Lina também passou a ter uma atuação política mais ativa.
Durante a Segunda Guerra Mundial, ela se posicionou na resistência contra a ocupação alemã, entrou para o Partido Comunista Italiano (PCI) e fundou a revista semanal de arquitetura A: Cultura della Vita, em parceria com o arquiteto e urbanista italiano Bruno Zevi (1918-2000).
Após o complicado período da guerra, a arquiteta casou-se com o jornalista e historiador Pietro Maria Bardi, em 1946. No ano seguinte, durante uma visita do casal ao Rio de Janeiro, ela conheceu as vanguardas do Brasil e descobriu uma chance para as artes fora da Europa arrasada pela guerra.
Durante essa visita, apaixonou-se pela natureza, pela arquitetura da cidade e pelo dinamismo do local. Observando os espaços com uma perspectiva mais voltada às humanidades, inseriu um enfoque canalizado no encontro entre a estética das vanguardas e os costumes populares.
Após o convite do jornalista e político Assis Chateaubriand para Pietro fundar e dirigir o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand – MASP, Lina naturalizou-se brasileira e passou a morar no Rio de Janeiro.
A arquiteta também sempre se atentou a valorizar as matérias-primas nativas. Em 1948, por exemplo, fundou o Studio d’Arte Palma, um empreendimento do setor de produção mobiliária dedicado à produção de móveis de madeira.
O Studio d’Arte Palma teve um forte impacto sobre a produção em série de móveis. Respeitava as características locais, e os materiais nacionais utilizados eram todos checados, resultando numa fabricação atenta e específica para o clima brasileiro.
Ao passo que se envolveu em projetos de edifícios residenciais e públicos, Lina também fundou a revista Habitat e, em 1951, completou um de seus mais renomados projetos: a Casa de Vidro, sua residência. Hoje, esse projeto é patrimônio histórico e espaço cultural.
Lina Bo Bardi destacou-se na arquitetura brasileira por compreender a cultura popular, incorporando conceitos como antropologia, ocupação de espaços, presença humana e estética. Seu legado e impacto são diretamente refletidos na arquitetura até os dias de hoje.
Em 1957, ela foi responsável pelo projeto que possuía quatro grandes colunas vermelhas integradas a um vão de 70 metros sobre a praça de convívio do espaço: nada mais nada menos que a nova sede do Museu de Arte de São Paulo (MASP).
Sua inauguração deu-se em 1968, em plena ditadura militar brasileira, momento em que a própria arquiteta teve problemas para expressar sua liberdade artística frente às repressões do período no país.
Anteriormente, o MASP ficava no centro de São Paulo, na rua Sete de Abril. Hoje está situado na Avenida Paulista. É um dos principais pontos culturais da cidade e um dos maiores marcos da arquitetura brasileira.

Marca do modernismo brasileiro, a Casa de Vidro foi a morada de Lina e Pietro por 40 anos. Com um jardim de 7.000 m², a casa é suspensa por delicados pilares e envolta por uma vasta vegetação.
Localizada em um bosque no bairro do Morumbi, em São Paulo, a casa tornou-se um dos pontos mais importantes da cultura nacional. Atualmente abriga o Instituto Lina Bo e P.M. Bardi, um centro de pesquisas para arquitetos que conta com a mobília original, exposições, acervo pessoal e palestras.

Com um forte impacto cultural, foi projetado com base na premissa de proporcionar a integração e o convívio entre os visitantes. O Sesc Pompeia é um amplo centro de cultura e lazer, que inclui uma programação com mais de 100 atrações musicais ou teatrais por mês.
Situado na zona oeste de São Paulo, no bairro da Pompeia, o projeto de Lina mantém a estrutura original da antiga fábrica de tambores que ocupava o espaço desde os anos 1930. Possui piscina, quadras esportivas, espaços para exposições e restaurante.

Ao viajar para Salvador, em 1958, Lina foi responsável por algumas conferências na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, quando foi convidada a dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA).
A finalidade de seu projeto era criar um museu que incentivasse o ensino e a produção cultural na região. Além disso, trata-se de um dos principais destaques da arte contemporânea da Bahia.
A arquiteta também foi responsável pelo restauro do Solar do Unhão, famoso conjunto arquitetônico que integra também a Capela de Nossa Senhora da Conceição, alambiques, aquedutos, cais privativo, dentre outras áreas. Sua construção, porém, foi interrompida por causa das intervenções provenientes da ditadura militar no país.
Tombado em meados de 1940 pelo Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN), o projeto foi restaurado por Lina. Ela fez questão de levar artesãos populares para atuar dentro do museu, trazendo importantes questionamentos sociopolíticos para a arquitetura local.
Lina Bo Bardi faleceu em 20 de março de 1992, mas certamente deixou um belíssimo legado, que vai além da arquitetura, trabalhando em produção editorial, design de interiores e mobiliário, curadoria, crítica de arte, além de cenografia de peças de teatro e filmes.

Em vez de anunciar a cor do ano 2021, a Pantone apontou dois tons que refletirão a esperança por dias melhores. Entenda mais sobre a escolha!
Finalmente saiu a tão esperada cor do ano 2021! Cool hunters, estilistas e designers de interiores são alguns dos profissionais que sabem da importância dessa escolha.
Como dissemos, a Pantone não escolheu a cor do ano 2021, mas sim as cores.
As eleitas foram a 17-5104 Ultimate Gray (cinza claro e neutro) e a 13-0647 Illuminating (amarelo brilhante e alegre). Segundo a empresa, ambas formam “um casamento de cores que transmite uma mensagem de força e esperança duradoura e inspiradora”.
Desde o início da escolha da cor do ano, em 2000, esta é apenas a segunda vez que a empresa elege duas cores para representar uma data. A primeira foi em 2015, quando os tons anunciados para 2016 foram Rose Quartz (rosa-claro) e Serenity (azul-claro levemente acinzentado).
Mais do que ditar tendências de moda e decoração, a escolha da cor do ano reflete os desejos da população em uma perspectiva global.
Resumidamente, a empresa avalia atitudes, estados de espírito e objetivos pessoais para criar a sua paleta sazonal.
No caso da cor do ano 2021, a escolha foi influenciada pelos eventos extraordinários e negativos de 2020. De acordo com a Pantone, agora “precisamos sentir que tudo será mais brilhante”.

Acesse a sala da palestra de Tiago Ricotta
Tecnologia e o impacto das ferramentas nos escritórios de arquitetura é o foco do segundo dia do evento, com a participação do arquiteto Tiago Ricotta. Ele liderou e palestrou sobre projetos de tecnologia em empresas e congressos no Brasil e no exterior e fala sobre o tema no podcast Fala Bim, do qual é co-fundador.

Começa na próxima segunda-feira (3/8) a 11ª Semana de Arquitetura da Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (SP). Como forma de patrocínio ao evento, a diretoria de arquitetura da entidade reuniu empresas do setor que doaram alimentos para entidades da cidade.
“Nos eventos técnicos da AEAARP, tradicionalmente solicitamos um quilo de alimento não perecível aos inscritos. Como este será on-line, garantimos as doações por meio dos patrocinadores”, conta a arquiteta Sílvia Camargo, diretora de arquitetura. As empresas Portobello Shop Ribeirão Preto, Lucenera, MaxiAr e Corporativa.Office aderiram à ação.
Inscrição
As palestras da 11ª Semana de Arquitetura acontecerão sempre a partir das 19h, de 3 a 6 de agosto. A inscrição é gratuita e pode ser feita no site www.aeaarp.org.br. Os inscritos receberão por e-mail o link para acessar as apresentações.
Convidados
O primeiro dia será com o arquiteto Gustavo Penna, autor de projetos como o da Expominas (Centro de Feiras e Exposições de Minas Gerais), o Memorial da Imigração Japonesa, na Pampulha (Belo Horizonte-MG), o novo Estádio do Mineirão, a Escola Guignard (considerada uma das 30 obras mais relevantes da arquitetura no Brasil), dentre outros. Há mais de 40 anos no mercado da arquitetura, ele é autor de livros, recebeu prêmios nacionais e internacionais e teve trabalhos expostos em bienais e publicações do ramo.
Tecnologia e o impacto das ferramentas nos escritórios de arquitetura é o foco do segundo dia do evento, com a participação do arquiteto Tiago Ricotta. Ele liderou e palestrou sobre projetos de tecnologia em empresas e congressos no Brasil e no exterior e fala sobre o tema no podcast Fala Bim, do qual é co-fundador.
O arquiteto Isay Weinfeld vai comandar o terceiro e propõe um bate-papo com os participantes. Além de ser autor de projetos arquitetônicos marcantes, como hotéis do Grupo Fasano (o de São Paulo fez em co-autoria com o arquiteto Marcio Kogan), em Porto Feliz (Brasil), Punta del Este (Uruguai), Square Nine Hotel (Sérvia) e o Edifício La Petite Afrique (Monaco), Isay atua também como cenógrafo, designer de mobiliario e cineasta.
No último dia, a convidada é a arquiteta Adriana Levisky, vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA); conselheira do Conselho Municipal de Política Urbana de São Paulo (CMPU) e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP); e membro representante da FecomercioSP na Câmara Técnica de Legislação Urbanística (CTLU) e no Conselho de Preservação da Paisagem Urbana (CPPU). O foco do trabalho de Adriana é urbano e institucional, em projetos que harmonizam a cidade e seus equipamentos públicos.

Grandes nomes da arquitetura e do urbanismo no Brasil vão participar da 11ª Semana de Arquitetura e Urbanismo da AEAARP, que acontecerá de 3 a 6 de agosto. O evento será on-line, gratuito e as vagas são limitadas.
A arquiteta e urbanista Sílvia Camargo explica que o evento é organizado como um grande encontro entre os convidados – Gustavo Penna, Tiago Ricotta, Isay Weinfeld e Adriana Levisky – e os profissionais e estudantes da cidade. “Vamos ouvir muito sobre a experiência deles e queremos também abrir um espaço de reflexão sobre o futuro das cidades, dos pontos de vista construtivo e urbanístico, neste novo momento da humanidade”, explica Sílvia, que é diretora de Arquitetura da AEAARP.
Os convidados
O primeiro dia será do arquiteto Gustavo Penna, autor de projetos como o da Expominas (Centro de Feiras e Exposições de Minas Gerais), o Memorial da Imigração Japonesa, na Pampulha (Belo Horizonte-MG), o novo Estádio do Mineirão, a Escola Guignard (considerada uma das 30 obras mais relevantes da arquitetura no Brasil), dentre outros. Há mais de 40 anos no mercado da arquitetura, ele é autor de livros, recebeu prêmios nacionais e internacionais e teve trabalhos expostos em bienais e publicações do ramo.
Tecnologia e o impacto das ferramentas nos escritórios de arquitetura é o foco do segundo dia do evento, com a participação do arquiteto Tiago Ricotta. Ele liderou e palestrou sobre projetos de tecnologia em empresas e congressos no Brasil e no exterior e fala sobre o tema no podcast Fala Bim, do qual é co-fundador.
O arquiteto Isay Weinfeld vai comandar o terceiro e propõe um bate-papo com os participantes. Além de ser autor de projetos arquitetônicos marcantes, como hotéis do Grupo Fasano (o de São Paulo fez em co-autoria com o arquiteto Marcio Kogan), em Porto Feliz (Brasil), Punta del Este (Uruguai), Square Nine Hotel (Sérvia) e o Edifício La Petite Afrique (Monaco), Isay atua também como cenógrafo, designer de mobiliario e cineasta.
No último dia, a convidada é a arquiteta Adriana Levisky, vice-presidente da Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA); conselheira do Conselho Municipal de Política Urbana de São Paulo (CMPU) e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU/SP); e membro representante da FecomercioSP na Câmara Técnica de Legislação Urbanística (CTLU) e no Conselho de Preservação da Paisagem Urbana (CPPU). O foco do trabalho de Adriana é urbano e institucional, em projetos que harmonizam a cidade e seus equipamentos públicos.
O evento
A inscrição para a 11ª Semana de Arquitetura e Urbanismo da AEAARP é gratuita e pode ser feita aqui. As palestras começarão sempre as 19h. Os participantes receberão por e-mail o link para participar da transmissão das palestras. A AEAARP emitirá certificados aos participantes.

A diretora de arquitetura da AEAARP, arquiteta Sílvia Camargo, e a arquiteta Gisela Mazer, vão conversar com o arquiteto Lauro Miquelin nesta quarta-feira, 19h, no perfil do Instagram da associação.
Toda semana a Associação coloca no ar, no seu perfil do Instagram (@AEAARP), live sobre temas de engenharia, arquitetura e agronomia. Nesta quarta, 29 de abril, será sobre arquitetura hospitalar.
Lauro é é sócio fundador e CEO da L+M, empresa que se dedica desde 1987 a acelerar a eficiência sistêmica nas etapas de design, construção, instalação de tecnologias e operação das organizações de saúde. É PhD em Medical Building Design & Management pela Bristol University, e autor do livro Anatomia dos Edifícios Hospitalares e co-autor, com José Maria Orlando, de UTIs Contemporâneas. Gisela é de Ribeirão Preto, responsavel por projetos arquitetonicos e gerente de projetos na área médico-hospitalar há mais de 20 anos.

História, plantio, mercado e legislação. A revista Painel traz todas as informações sobre o bambu, uma planta multifuncional que vem conquistando espaço não só na movelaria e artesanato, como na construção civil, arquitetura, indústria de alimentos e cosméticos.
A planta milenar chegou ao Brasil com os colonizadores portugueses. Hoje são 260 espécies, distribuídas em 35 gêneros. Espécies nativas também são encontradas no país, principalmente no estado do Acre, onde existe a maior reserva natural em espécies nativas de bambu do mundo, com 4,5 milhões de hectares, segundo dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).
Reconhecido pelo potencial econômico, o bambu pode substituir ou complementar outras matérias-primas, como fibra, carvão vegetal e madeira. Na construção civil é matéria-prima para revestimentos e pode ser utilizado no lugar do aço no reforço de estruturas de concreto, principalmente onde não há necessidade de curvas e estruturas muito longas.
O destino industrial da planta é a indústria de papel e celulose, bebidas e cosméticos. O bambu ainda pode ser utilizado como fonte de alimentação e do ponto de vista ambiental, a planta promove enriquecimento químico e físico do solo e pode ser usada para recuperação de áreas degradadas.
“Trata-se de um recurso rapidamente renovável que pode ser fonte contínua de matéria-prima para diferentes mercados e uma opção de negócio sustentável”, informa o engenheiro agrônomo Elias Melo de Miranda, pesquisador da Embrapa Acre.
O Brasil ainda não tem norma técnica para o uso do bambu. Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), uma proposta está em fase de elaboração e será aberta à consulta pública.
“Por enquanto, os responsáveis técnicos se embasam em normas internacionais e experiência prática sobre o material para construção com o uso da matéria-prima”, explica engenheiro civil Vitor Marçal, secretário executivo da Associação Brasileira de Produtores de Bambu (Aprobambu).
A versão on-line da publicação está disponível no site www.aeaarp.org.br.

CAU/SP REALIZA CURSOS DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL EM RIBEIRÃO PRETO
Nos dias 27 e 28/02, o Escritório Regional Ribeirão Preto do CAU – SP (Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo) oferecerá cursos gratuitos para capacitar e esclarecer dúvidas sobre o dia a dia dos Arquitetos e Urbanistas regulares no Conselho. O evento será realizado na Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP). A inscrição será realizada individualmente em cada um dos três cursos descritos. Inscreva-se e garanta a sua participação. As vagas são limitadas.
Curso 1 - Noções de escopo, propostas e contratos para serviços de Arquitetura e Urbanismo
Objetivo: O objetivo do curso é orientar os profissionais na definição de escopo dos serviços de arquitetura e urbanismo em propostas comerciais e contratos de prestação de serviços, relacionando-os com a tabela de honorários e abordando conceitos, dados e informações relevantes na elaboração destes documentos.
Dia 27/02, das 19 às 22h
Local: AEAARP, Rua João Penteado, 2237 - Jardim América
80 vagas
Curso 2 - Registro de atividades técnicas, constituição de acervo técnico, direito autoral em Arquitetura e Urbanismo e registro de empresas no CAU
Objetivo: auxiliar arquitetos e urbanistas a utilizarem o Sistema de Informação e Comunicação do CAU (SICCAU) de forma a facilitar no dia a dia a prática do Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), obtenção da Certidão de Acervo Técnico (CAT) e entre outras atividades do dia a dia do profissional.
Dia 28/02, das 9 às 12h
Local: AEAARP, Rua João Penteado, 2237 - Jardim América
80 vagas
Curso 3 - Tabela de Honorários (necessário levar um computador pessoal)
Objetivo: orientar os profissionais na prática a definir valores dos serviços por meio de aplicativo desenvolvido pelo CAU/BR baseado em diversas tabelas de honorários praticadas pelos profissionais na elaboração de orçamentos para serviços de arquitetura e urbanismo.
Dia 28/02, das 14 às 17h
Local: AEAARP, Rua João Penteado, 2237 - Jardim América
48 vagas
Dúvidas e esclarecimentos, entre em contato com a equipe da Regional: Éder Silva (Subgerente) ou Bruna Pavan (Assistente Administrativo)
Fone: +55 (16) 3235.4487