
A arquitetura é criada para as pessoas, mas como se projeta além da escala humana? Com o interesse pela biodiversidade e habitats de animais em alta, acelerado pela crise climática, há também a questão do abrigo e o que significa projetar espaços de interação e reabilitação. À medida que o olhar dos arquitetos vai além das estruturas para as pessoas, sua atenção é voltada para diferentes tipos de recintos e espaços abertos que repensam o envolvimento com os animais e seu bem-estar.

Seja olhando para a arquitetura dos animais através de abrigos, recintos de zoológicos ou espaços de reabilitação, todos eles compartilham um foco comum em escala, experiência e ambiente. Apresentando sistemas de habitat e recintos de todo o mundo, os projetos a seguir analisam a relação entre animais e design. Muito diferentes em termos de programa, eles também têm abordagens únicas para a forma e o contexto. Juntos, eles representam conexões entre experiência, interação e vida animal.
A maioria das regiões de Almere, uma cidade com quase 190.000 habitantes, tem uma fazenda de animais domésticos. No parque 'den Uyl' havia uma, mas queimou no início dos anos 80, restando apenas sua fundação de concreto. No início de 2005, a equipe de projeto foi contratada pelo município de Almere para projetar uma nova fazenda de animais domésticos exatamente no mesmo local, na fundação restante. O edifício foi construído com quase todo o orçamento vindo de patrocínio, e concluído no final de 2008.
Localizada entre campos de cultivo, em um ambiente rural alterado nas últimas décadas pela urbanização e pela agricultura intensiva com agrotóxicos, a escola Educan ensaia como recuperar as condições ambientais desse ecossistema. Enquanto cães e humanos praticam exercícios nas duas salas principais, os pássaros fazem seus ninhos nas fachadas no andar superior, com as vistas e orientações ideais para eles.
Este cat café está localizado na famosa área comercial de Tianzifang em Xangai, e tem apenas uma porta estreita que se conecta com a rua. Os principais espaços estão localizados no segundo e terceiro andar. Não é um projeto de estabelecimento comercial típico, é um projeto de reforma da antiga habitação. Os gatos são os principais usuários de todo o espaço, todos os dias. Fornecer um espaço que seja confortável para os gatos poderem brincar e relaxante para os clientes é o objetivo do projeto.
Dois edifícios relacionados com animais na fronteira entre a zona industrial de Maatheide e a reserva natural do Lommelse Sahara: um abrigo de animais e um crematório. Os edifícios não são conhecidos por sua atratividade, daí seu deslocamento para o parque industrial, que por sua vez, não estava habituado a abrigar edifícios públicos. Como uma tarefa arquitetônica, os programas também eram desconhecidos e, portanto, exigiam pesquisa em tipologias novas e significativas.
Em colaboração com o Parque Nacional Cát Tiên, Free the Bears e Building Trust international, a COLE concluiu o projeto de uma série de edifícios que servem para abrigar ursos resgatados do comércio ilegal de animais selvagens e da indústria de bile de urso. O resultado dessa colaboração é uma estrutura de gabião modular, cheia de luz, com o objetivo de fundir natureza e funcionalidade. O local ficava do outro lado de um rio, o que significava que os suprimentos tinham que ser transportados por balsa.
Situado em meio as terras de cultivo e vinhedos na península de Mornington, ao sul de Melbourne, Seth Stein Architects (Reino Unido) e WatsonArchitecture + Design (Melbourne) foram escolhidos para desenhar um novo centro equestre. O cliente vive concomitantemente na Austrália e no Reino Unido, e por isso, procurou um desenho que, além de funcional e prático, fosse também harmônico com a paisagem através da sua forma arquitetônica e do uso de materiais destinados a serem duradouros e sustentáveis.
A Architecture Matters procurou combinar os contrastantes cenários urbanos e idílicos dos parques ao redor do Stonnington Animal Pound, respondendo à arquitetura contemporânea existente do edifício Pound e do complexo adjacente Stonnington Depot, ao mesmo tempo em que atende aos pré requisitos para abrigar de forma sustentável a crescente população de gatos perdidos e abandonados dos municípios em acomodações de "melhores práticas".
A Foster + Partners concluiu a Elephant House no Zoológico de Copenhagen para um grupo de elefantes indianos. A Elephant House é coberta com cúpulas leves e envidraçadas que cercam espaços com uma forte conexão visual com o céu e as mudanças na luz do dia. Os elefantes podem reunir-se aqui, ou nos piquetes adjacentes. Amplos terraços para visualização do público circundam as cúpulas externamente, enquanto um calçadão em rampa leva a um espaço educacional, com vista para os recintos ao longo do caminho.

Fonte CAUSP
Franz Heep (1902-1978), Paulo Mendes da Rocha (1928-2021) e Salvador Candia (1924-1991) são os personagens centrais do curso online e gratuito realizado pela Fundação Stickel e Editora Monolito, com apoio do CAU/SP por meio de parceria de fomento.
A partir do dia 18/07, sempre às segundas e quarta-feiras, o educador Fernando Serapião, com participações gravadas de Guilherme Wisnik, Marcelo Barbosa e Eduardo Ferroni, vai abordar a produção da arquitetura moderna em São Paulo.
Conforme os organizadores, “o curso irá debater as principais tendências da arquitetura produzida a partir dos anos 1940, tendo como mote a obra desses arquitetos, cada um deles com uma origem bem definida e com produções que apresentam nuances entre elas”.
Serão oferecidas 100 vagas para interessados maiores de 16 anos. Obrigatoriamente, os participantes deverão baixar o aplicativo Zoom e ter acesso a plataforma para realização do curso. O recurso é disponível para ‘mobile’ e ‘desktop’.
Todas as aulas serão gravadas e ficarão disponíveis por 5 dias após a realização de cada aula.
Serviço
Curso online “O tripé da Arquitetura moderna em São Paulo”
Dias 18, 20, 25 e 27 de julho de 2022
das 18h30 às 19h30
Inscrições: clique neste link
Informações: www.fundacaostickel.org.br/cursos-vigentes-2

Especialistas afirmam que ambientes influenciam em questões emocionais e na maneira como as pessoas lidam com elas
Cuidar da saúde mental é uma tarefa que passa por uma série de fatores, da alimentação aos exercícios físicos, e, inclusive, por detalhes que compõem o espaço onde se vive. Os ambientes influenciam diretamente questões emocionais e na maneira como as pessoas lidam com elas, dizem especialistas. Embora a relação entre saúde mental e ambiente seja mais óbvia quando se fala de temas como claustrofobia, por exemplo, outros transtornos e síndromes também sofrem essa influência.
Para a professora de Arquitetura e Urbanismo, Marilice Casagrande Lass Botelho, “os aspectos mais prejudiciais à saúde mental dos usuários dos espaços normalmente estão relacionados a questões de proporção (problemas ergonômicos), incidência inadequada de iluminação natural, presença de ruído, uso inadequado de cores e textura”.
Ela explica que, quando se fala em um ambiente mal planejado, há muitos campos de estudo envolvidos nessa análise. Entre eles estão, principalmente, a ergonomia, que estuda a relação das pessoas com os ambientes, a engenharia humana, que sintetiza e integra a psicologia, a antropologia, fisiologia e medicina, e a antropometria, que é o estudo das medidas do corpo humano.
Como o ambiente influencia na saúde mental
Uma das condicionantes mais importantes para que um ambiente se torne mais confortável para os moradores é a iluminação natural. E esse não é um fator meramente emocional, mas biológico. Algumas pesquisas demonstram que a luminosidade no ambiente interfere diretamente no metabolismo das pessoas. Ter pouco contato com a luz natural muda a produção de certos hormônios, o que é determinante para alterações de humor e padrões de sono, além do desenvolvimento de sintomas de depressão.
“Projetos bem planejados – com proporções espaciais e iluminação corretamente aplicadas, ventilação apropriada, baixo índice de ruído e paleta de acabamentos compatível com as funções ali desenvolvidas – geram espaços confortáveis e harmônicos, contribuindo assim para o bem viver”, destaca a especialista.
Nos espaços de trabalho da atualidade, novas formas são consideradas, por exemplo, podem conter os chamados espaços de descompressão. Empregado desde a década de 1990, esse recurso tem impacto positivo comprovado. “Para compor o ambiente adotam-se usos e decoração diferenciada; mobiliário descontraído, como pufes e sofás, mesas de jogos coletivos, televisão, instrumentos musicais, vídeos-game e redes de descanso”, explica.
Não é à toa que essa estética vem sendo largamente utilizada por diversas empresas ao longo dos últimos anos. Essas áreas de convívio possibilitam o alívio da tensão do dia a dia; estimulam a criatividade das pessoas, promovem a socialização, diminuem o estresse e previnem, assim, depressão, ansiedade e até síndrome de burnout.
O que fazer para ter uma casa que não gere estresse?
Marilice lembra que incorporar características inerentes à natureza é uma estratégia que gera uma conexão entre os espaços construídos e o mundo natural. Elementos como água, vegetação, luz natural, madeira e pedra, por exemplo, são boas opções para transmitir sensação de bem-estar e conforto emocional. Tudo isso vai ao encontro dos preceitos da biofilia, termo que no grego antigo pode ser traduzido como “amor às coisas vivas”.
“Com base nos estudos desenvolvidos pelo biólogo Edward O. Wilson, em 1984, ao se aproximarem da natureza e de outros seres vivos, os seres humanos desenvolvem sensação de bem-estar relacionada à paz e à tranquilidade. Comprovadamente, os benefícios são inúmeros, dentre eles a diminuição da frequência cardíaca e da pressão arterial”, afirma.
Segundo a biofilia, a forma dos móveis e dos ambientes também contribui para que um lugar seja mais ou menos amigável à saúde mental. “O uso de formas e silhuetas que mimetizem estratégias encontradas no mundo natural, com formatos mais sinuosos e orgânicos, em vez das linhas retas e formas geométricas, é outro fator que pode ajudar a manter-se mentalmente mais saudável”.
Além disso, as cores também podem colaborar. “A psicologia das cores nos leva a entender que a cor não é um fenômeno físico, mas um comprimento de onda que pode ser percebido de forma distinta por diferentes pessoas”, detalha. Estudos demonstram que diferentes emoções estão relacionadas às diferentes cores. Assim, o vermelho, por exemplo, estimula o corpo humano, aumentando a pressão sanguínea e o número de batimentos cardíacos, além de transmitir sensações de alta intensidade e confiança.
Fonte: D24am. Leia mais em https://d24am.com/plus/arquitetura-e-decoracao-tem-influencia-sobre-a-maneira-como-moradores-se-sentem/
Fonte: D24am. Leia mais em https://d24am.com/plus/arquitetura-e-decoracao-tem-influencia-sobre-a-maneira-como-moradores-se-sentem/

A arquitetura brasileira é celebrada por grandes profissionais que projetam a excelência do nosso País na área para todo o mundo. Mas, dentre inúmeros profissionais renomados, alguns se destacam e despertam o interesse das pessoas – profissionais da área ou não – em conhecer mais a fundo os seus trabalhos.
Dados do Google indicam quais são os dez arquitetos mais pesquisados no Brasil. A plataforma de pesquisa online mantém esses registros de buscas desde 2004.
No topo da lista, está o maior nome da arquitetura brasileira e uma das principais referências na área em todo o mundo. O ranking traz ainda outros profissionais renomados, responsáveis por grandes obras, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; além de um capixaba, responsável por idealizar o Cais das Artes, aqui em Vitória.
Alguns têm seus nomes eternizados por grandes projetos com expressiva relevância para a nossa sociedade até os dias atuais. Outros ainda nos contemplam com novas criações.
Confira abaixo o ranking com os os 10 arquitetos mais pesquisados no Google Brasil:

“Considerado uma das figuras-chave no desenvolvimento da arquitetura moderna”, como indica o resultado da busca com o seu nome, Oscar Niemeyer teve sua carreira impulsionada com a construção de obras suas no Distrito Federal.
Seus traços curvos e únicos inspiraram uma geração de arquitetos, urbanistas, designers, estilistas e tantos outros artistas.

“Pioneiro da arquitetura modernista no Brasil, ficou reconhecido mundialmente pelo projeto do Plano Piloto de Brasília.”
Radicado no Brasil, Lúcio Costa nasceu na França, mas teve contribuição expressiva para o Brasil, e foi o mestre de grandes nomes da arquitetura nacional, como Oscar Niemeyer.

O arquiteto capixaba Paulo Mendes da Rocha foi, além de Niemeyer, o único brasileiro a receber um Pritzker, maior prêmio da arquitetura no mundo.
“Tornou-se um dos arquitetos brasileiros mais reconhecidos mundialmente e um dos grandes nomes da Escola Paulista”, exibe a pesquisa com seu nome no Google.

Um dos principais nomes da arquitetura brasileira na atualidade, Marcio Kogan, à frente do studio MK27, valoriza a simplicidade formal e são elaborados com extrema atenção aos detalhes e acabamentos.

Responsável pelo maior monumento brasileiro, o Cristo Redentor, também está nesta lista. A obra de Heitor da Silva Costa foi considerado uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno em 2007 e é considerado Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 2012.

Única mulher da lista, Lota de Macedo Soares foi uma das responsáveis pelo projeto do maior aterro urbano do mundo, o Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Um dos arquitetos brasileiros mais relevantes da atualidade, Arthur Casas tem projetos marcantes no skyline (horizonte de edifícios) de grandes metrópoles por todo o mundo, como São Paulo, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Paris e Tóquio.

Com mais de 700 obras de legado, João Batista Vilanova Artigas foi um grande ativista que atuou na regulamentação profissão e da docência de arquitetos no Brasil.
Fonte folhavitoria

Entre 27/05 e 17/06, a capital paulista sedia a “13ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo – Travessias”. Esta edição traz práticas sociais, arranjos espaciais e as possibilidades de (sobre)viver e transformar a realidade em áreas urbanas e rurais.
A 13ª edição parte de uma realidade de intensas transformações geradas pela pandemia de COVID-19 em todo o mundo e que exigiu esforços intensos de organização das dinâmicas urbanas, sociais e profissionais pela sobrevivência.
A proposta “Travessias” entende que a pandemia reforça desigualdades socioespaciais que já se estabeleciam, não só no país, como no mundo, compreendendo que essas estruturas sofrem fragmentações, tanto físicas quanto simbólicas, enraizadas nos violentos processos de colonização e apagamentos históricos. Como consequência, provocam inúmeras manifestações de opressão – como o racismo, o sexismo, o capacitismo e a colonialidade – no Brasil e em diversos territórios pelo mundo.
Esta bienal reúne trabalhos de 10 convidados pela curadoria – instalações artísticas – e de 23 selecionados por uma chamada aberta.
A exposição desses projetos será realizada no Sesc Avenida Paulista e no Centro Cultural São Paulo (veja abaixo endereços e horários de funcionamento).
Conferências, mesas temáticas e performances
A 13ª edição é composta por três eixos: a exposição nos dois endereços; por uma extensa programação – conferências, mesas temáticas e performances – que ocorre nos equipamentos culturais e espaços públicos do eixo da Avenida Paulista: Sesc, Itaú Cultural e Instituto Moreira Salles; e por atividades educativas – visitas guiadas, oficinas e mediação.
A cerimônia de abertura no Sesc Avenida Paulista acontece em 27 de maio, às 18h30, e contará com conferência de Joice Berth, arquiteta e urbanista pela Universidade Nove de Julho e pós-graduada em Direito Urbanístico pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
Já a abertura no Centro Cultural São Paulo acontece em 04 de junho, às 17h, com performance de Uýra Sodoma, também convidada para a exposição.
Angola, Burkina Faso e França; Amazonas e São Paulo
A equipe curatorial priorizou trabalhos que trazem à tona narrativas de povos e grupos que são e foram historicamente violentados no país e no mundo.
Entre os dez convidados que farão instalações artísticas estão: Arquitetura na Periferia (Minas Gerais – Brasil), Banga Nossa (Angola), Christophe Hutin (Paris, França), Coletivo Coletores (São Paulo, Brasil), Dele Adeyamo (Nigéria/Reino Unido), Francis Kéré (Gando – Burkina Faso), Jaime Lauriano (São Paulo – BR), Mona Rikumbi (São Paulo – Brasil), Mouraria 53 (Bahia – Brasil) e Uýra Sodoma (Amazonas – BR).
A Bienal é realizada pelo IAB-São Paulo desde 1973. Esta edição conta com o patrocínio master da Belgo Bekaert Arames, e parceria institucional do Sesc São Paulo e Centro Cultural São Paulo.
Serviço
13ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo –Travessias
Sesc Avenida Paulista
Avenida Paulista, 119 – Bela Vista
Abertura: 27 de maio de 2022
18h – Exposição
20h – Conferência da arquiteta e urbanista Joice Berth – Retirada de ingressos com 30 minutos de antecedência.
De 27 de maio a 17 de julho de 2022
terça a sexta, das 10h às 21h30
sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30
Entrada franca
É necessário apresentar comprovante de vacinação contra COVID-19.
Crianças de 5 a 11 anos devem apresentar o comprovante evidenciando uma dose, pessoas a partir de 12 anos, das duas doses (ou dose única), além de documento com foto para ingressar nas unidades do Sesc no estado de São Paulo.
Centro Cultural São Paulo – CCSP
Rua Vergueiro, 1000 – Paraíso
Abertura: 04 de junho de 2022 – às 17h, com performance de Uýra Sodoma
De 04 de junho a 17 de julho de 2022
segunda a sexta, das 10h às 20h
sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30
Entrada franca
Informações: www.bienaldearquitetura.org.br
Publicado em 16/05/2022
Fonte: Assessoria da 13ª Bienal Internacional de Arquitetura

As fotografias captam momentos, eternizam memórias e despertam sensações, por isso muitas vezes mergulhamos nas imagens e passamos um longo tempo as apreciando. Quando se trata de fotos de arquitetura, elas ainda despertam o desejo de estar no ambiente retratado.
Ou então, com fins profissionais, expressam o perfil e o conhecimento do responsável pelo projeto arquitetônico. Enfim, cumprem funções pessoais e profissionais que detalho mais abaixo neste.
Mas capturar as particularidades dos projetos requer técnica e um olhar apurado de quem compreende verdadeiramente a essência dos ambientes, construções e edificações.
Camila Santos é um dos principais nomes aqui no Estado e compartilhou com a coluna a relevância dos registros fotográficos. Arquiteta, foi no exercício da profissão que ela se descobriu nessa área e se especializou em fotografia de arquitetura.
“Com um tempo passei a enxergar a fotografia muito além do que um simples registro, enxergo como representação do que sinto do espaço, e representação da intenção daquele profissional naquele projeto. Então minha prioridade é sempre mostrar ao espectador as sensações de estar naquele espaço, desejo de estar ali, compartilha a arquiteta especializada em fotografia de arquitetura.
Por esse motivo, Camila Santos nunca fotografa o espaço da maneira como ele está. Tridimensionalmente ele foi pensado para habitar e transitar. No entanto, levá-lo ao âmbito bidimensional implica em mudança, em seus mínimos detalhes, na configuração do espaço para que, assim, sejam enfatizadas as qualidades do projeto.

A fotografia de arquitetura exerce um papel documental, de comunicativo e por vezes poético e artístico em alguns aspectos.
“Desde sua invenção ela exerce uma papel de representação arquitetônica, pois, antes dela, essa representação era feita através de desenhos técnicos ou perspectivas. Então para saber como era realmente uma edificação tínhamos que viajar até o local.”
Ela acrescenta que a fotografia garante também a construção de um portfólio na carreira do profissional de arquitetura e interiores, empresas de construção, mobiliário, etc.
Quando utilizada em conjunto a estratégias de marketing, atua como propaganda do trabalho do profissional ou empresa para obtenção de novos clientes através de sites, redes sociais e outras mídias.
“A fotografia de arquitetura pode também ter um viés poético/artístico, quando falamos em causar sensações aos espectadores, quando conseguimos expressar o sentir do espaço sem que ele esteja no ambiente”, afirma Camila.

Considerando as diferentes finalidades que a fotografia de arquitetura cumpre, como já citado aqui acima, existem diferentes contextos em que os registros profissionais dos ambientes são recomendados.
Mas se ainda restam dúvidas, Camila Santos simplifica: “Sempre que um projeto é finalizado e se ele representa bem seu trabalho e você quer tê-lo bem representado em portfólio e divulgado, vale a pena fotografar, independente da dimensão”.

Captar a essência dos ambientes requer um olhar especial e atento às particularidades da arquitetura. Assim como o direito, a medicina e outras áreas de conhecimento possuem diferentes campos de atuação, a fotografia também tem suas áreas e cada uma delas têm suas suas especificidades, equipamentos e técnicas.
“Na fotografia de arquitetura não é diferente. Porém, existem também, dentro da própria fotografia de arquitetura, estilos diferentes que podem ou não diferenciar o equipamento que cada profissional utiliza”, destaca a especialista.
É natural para o leigo supor que fotógrafo consegue fotografar bem qualquer assunto. Mas não é bem assim… É necessário reconhecer as aptidões de cada profissional.
Camila cita que, “por vários autores da área, a fotografia é considerado um híbrido de arte e técnica, então cada fotógrafo, mesmo que especializado na área, fará fotografias que representem o espaço de acordo com a sua perspectiva pessoal da realidade”.

Para uma sessão fotográfica, o planejamento envolve questões como horários de melhor iluminação do espaço, além do contexto do projeto e o seu conceito.
“Minha preferência é sempre pela luz natural. Então procuro saber, antes do agendamento, como se comporta a luz no imóvel. Apesar de, muitas vezes, o que pesa mais é conciliar o horário das partes envolvidas no processo, que são o proprietário, o profissional e a fotógrafa”, compartilha fotógrafa.
“Assim que chego ao espaço, antes mesmo de montar meu equipamento, procuro entender do profissional como surgiu aquele projeto, se foi reforma parcial, total, qual o briefing que ele recebeu, qual o conceito que ele aplicou, quais os materiais, cores e texturas”, acrescenta.
Inicialmente pode parecer que essas informações não influenciam no resultado final das imagens, observa a Camila. Porém, esse contexto permite enxergar o projeto de acordo com a perspectiva do profissional responsável pelo projeto para a fotógrafa então fazer a sua própria interpretação.
Fotos: Camila Santos

Instituições que participam do Colegiado Permanente das Entidades de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CEAU) estão promovendo uma campanha para valorizar os cursos de graduação do setor. Chamado Nós Projetamos o Futuro — Pela Qualidade de Ensino e Formação na Arquitetura e Urbanismo, o projeto é voltado para o estado paulista.
“É urgente a ressignificação da função pública e social do arquiteto e urbanista em nosso país – devemos estar preparados para um ciclo de reconstrução nacional –, pressupondo a realização de uma ampla mobilização pela qualidade e o sentido da formação das gerações futuras de arquitetos e urbanistas”, diz a carta aberta da campanha.
Atualmente, mais de 800 instituições de ensino por todo o Brasil oferecem graduação na área e, praticamente, a metade delas estão localizadas no estado de São Paulo. Em um primeiro momento, a ideia é conscientizar estudantes, professores e escolas paulistas da importância dos profissionais do setor para a sociedade.
A campanha visa realizar ações para enfrentar a falta de infraestrutura adequada (laboratórios, canteiros experimentais e bibliotecas qualificadas) nas universidades, bem como a falta de atividades de campo e viagens de estudo. “Estes são problemas que se agravaram com os recursos remotos utilizados durante a pandemia, com consequências perversas para o corpo docente e discente”, aponta a carta aberta.
A presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU-SP), Catherine Otondo, considera que a volta das aulas presenciais é essencial para fortalecer a qualidade do ensino. “A nossa função é projetar espaços onde a vida acontece, e a vida acontece onde as pessoas estão.
Trata-se de um curso em que a presença é fundamental, não pelas teorias e conteúdos, mas sim pela vivência”, ela afirma. Além de visitas para gerar conversas e debates, o projeto mantém um site colaborativo com conteúdos informativos, como podcasts, fotografias e vídeos.
Para ter mais informações, acesse o portal “Nós Projetamos o Futuro”. Participam da campanha a Associação Brasileira de Ensino de Arquitetura e Urbanismo (ABEA); o Conselho de Arquitetura e Urbanismo de São Paulo (CAU-SP); a Federação Nacional de Estudantes de Arquitetura e Urbanismo (FeNEA); o Instituto de Arquitetos do Brasil — Departamento de São Paulo (IABsp); a Associação brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP); a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura (ASBEA); e o Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo (SASP).

A arquitetura é um dos setores do conhecimento mais impactados pelo comportamento e visão de mundo de quem usa os ambientes e de quem os concebe. Dessa percepção surgiu um campo de atuação que vem chamando a atenção de profissionais: a neuroarquitetura.
No dia 4 de maio, às 19h, os arquitetos Ricardo Meira e Lorí Crízel vão apresentar as oportunidades de trabalho nesse segmento. A palestra é promovida pela Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP) e pelo Instituto de Pós-graduação (Ipog).
Lorí é o entrevistado do episódio 2 da terceira temporada do PainelCast, publicado em fevereiro deste ano, quando falou sobre projetar com foco nas necessidades dos clientes.
Ele é referência nacional no setor e autor do primeiro livro do Brasil sobre Neurociência aplicada à Arquitetura, Design e Iluminação. É membro da ANFA-Center for Education Latin America da The Academy of Neuroscience for Architecture, especialista em Neurociências e Comportamento Humano e professor e coordenador de Pós-Graduações nas áreas de Arquitetura, Neurociência aplicada à Arquitetura, BIM, Design e Iluminação e dos Programas Internacionais IPOGMundi do IPOG.
Ricardo atua em seu próprio escritório desde o ano 2000. Já trabalhou na coordenação ou integrando equipes de implantação de lojas e projetos de expansão e retrofit de vários shopping centers no Brasil. O evento é gratuito.
Serviço
NEUROARQUITETURA: COMO SE DESTACAR E GERAR VALOR PARA SEUS CLIENTES
4 de maio, 19h
AEAARP – entrada pela Rua Clemente Ferreira, altura do número XXX
Inscrições: https://www.sympla.com.br/evento/neuroarquitetura-como-se-destacar-e-gerar-valor-para-seus-clientes/1555591
Investimento:
Entrada gratuita

Inscreva-se aqui
04/05/2022 às 19H
Valor: Associado entrada franca
• Devido a pandemia, as vagas serão limitadas. Garanta a sua!
• Após realizar sua inscrição, enviaremos a confirmação e convite para seu e-mail.
• Com certificado IPOG.
• Sorteio de meia bolsa de estudos para a turma presencial de master em neuroarquitetura.
Palestrante Ricardo Meira
Doutorando, mestre e graduado em Arquitetura e Urbanismo (UnB). MBA em Liderança Estratégica e Finanças (IPOG). Possui escritório próprio desde 2000, onde atua na elaboração e gerenciamento de obras de arquitetura e de urbanismo. Atuou na coordenação ou em equipes de implantação de lojas e projetos de expansão e retrofit de vários shopping centers.
Participação do Prof. Lorí Crízel:
Autor do primeiro livro do Brasil sobre Neurociência aplicada à Arquitetura, Design e Iluminação | Membro da ANFA Center for Education Latin America da The Academy of Neuroscience for Architecture - ANFA | Arquiteto | CEO do Escritório Lorí Crízel + Partners Arquitetura | Membro Idealizador do Selo Neuro in Lab | Mestre em Conforto Ambiental | Especialista em Neurociências e Comportamento Humano | Professor e Coordenador de Pós-Graduações nas áreas de Arquitetura, Neurociência aplicada à Arquitetura, BIM, Design e Iluminação e dos Programas Internacionais IPOGMundi do IPOG

Até 19/05, o CAU/SP vai aceitar inscrições para a nova chamada pública dedicada a valorizar os trabalhos de excelência desenvolvidos nos cursos de graduação de SP.
O chamamento público 001/2022 tem como finalidade divulgar boas práticas em Trabalhos de Conclusão de Curso – TCC em Arquitetura e Urbanismo, concedendo aos trabalhos selecionados a menção honrosa por meio do prêmio “Projetando o Futuro CAU/SP 2022”.
Os trabalhos podem ser apresentados nas seguintes categorias:
Somente serão aceitos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) desenvolvidos (e finalizados) nos cursos de graduação de Arquitetura e Urbanismo das instituições de ensino superior do estado de São Paulo no ano de 2021.
Os TCCs deverão ser inscritos pelo(a) docente orientador(a). Cada docente poderá submeter no total até 02 (dois) TCCs sob sua orientação, inscrevendo-os individualmente, em uma mesma categoria ou em diferentes categorias.
A Comissão de Avaliação responsável pelo julgamento dos trabalhos propostos vai considerar os critérios de compatibilidade com a categoria inscrita, interdisciplinaridade, criatividade, coerência, adequação conceitual e metodológica entre outros (veja Anexo II abaixo)
Eventuais dúvidas sobre este edital podem ser encaminhadas para o e-mail: edital.parceria@causp.gov.br
Todas as respostas serão publicadas no Portal da transparência do CAU/SP, bem como todas as demais comunicações oficiais do certame.
Confira abaixo o edital e seus respectivos anexos:
Edital de Chamamento nº001/2022
Anexo I – Apenso I e II – Documentação para Inscrição
Anexo II – Critérios de Avaliação pelas Comissões de Avaliação
Anexo III – Cronograma Previsto
Anexo IV – Legislações e Documentos de Apoio
Apenso III – Pranchas de Apresentação do Trabalho
CAUSP