A Embrapa lança na próxima segunda-feira, 20 de dezembro, às 14h, o chamamento público para seleção de empresas parceiras do AgNest(http://www.agnest-farm.cnptia.embrapa.br/), iniciativa para promoção da inovação aberta e do empreendedorismo com foco na geração de soluções digitais e sustentáveis para a agricultura. 

O laboratório vivo, localizado em Jaguariúna (SP), vai oferecer infraestrutura para startups que atuam no agronegócio (agtechs e foodtechs) realizarem a experimentação, validação e demonstração de novas tecnologias, num ambiente que também possibilitará a conexão com instituições de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I), corporações e investidores.

Neste chamamento, as empresas interessadas em serem parceiras do AgNest, quando selecionadas, vão assumir o papel de parceiras fundadoras e compor o Conselho Gestor, seguindo um modelo de governança público-privada que tem a Embrapa como instituição âncora em PD&I. O edital ficará aberto por 60 dias e é direcionado a empresas de tecnologia da informação e telecomunicação e representantes da indústria agropecuária com atuação em áreas como biotecnologia, máquinas e implementos, agricultura de precisão e alimentos.

O lançamento do chamamento público será na sede da Embrapa, em Brasília (DF), com transmissão ao vivo no YouTube. A solenidade contará com a presença do presidente da Embrapa, Celso Moretti, do secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Cléber Soares, e do secretário de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Paulo Alvim.

Após o lançamento, o chamamento público estará disponível para consulta no Portal Embrapa e no website do AgNest. A iniciativa é liderada pela Embrapa Meio Ambiente e Embrapa Agricultura Digital, com o apoio da Secretaria de Inovação e Negócios da Embrapa.

Para a sua concepção, o projeto recebeu financiamento do MCTI, que aportou recursos para o aprimoramento da infraestrutura local para instalação de modernas ferramentas de conectividade, sensores, máquinas e equipamentos. A ideia é criar um ambiente com condições de apoiar as startups desde as fases de ideação até a atuação comercial, fomentando o desenvolvimento de serviços e produtos que potencializem a agricultura digital e sustentável.

Para Marcelo Morandi, chefe-geral da Embrapa Meio Ambiente, fortalecer este ecossistema de inovação aberta é fundamental para enfrentar os desafios globais de atender à demanda crescente por alimentos, fibras e energia.

“O Brasil possui capacidade técnico-científica, produtores rurais que entendem e sabem fazer agricultura, tecnologia disponível e uma riqueza de recursos naturais. São elementos que colocam o País em condições de se posicionar como grande condutor desse futuro, autossuficiente em tecnologia e líder em agricultura sustentável”, afirma.

A expectativa é impulsionar a geração de soluções baseadas, por exemplo, em internet das coisas, big data, inteligência artificial e automação, que busquem o aumento de eficiência e de produtividade dos sistemas de produção agropecuária.

“As tecnologias digitais têm potencial para agregar valor em todos os elos da cadeia produtiva, apoiando a tomada de decisão, reduzindo custos, otimizando o uso de recursos naturais e outros insumos. A agricultura digital já é uma realidade e o AgNest será uma oportunidade de trazer para perto estes atores do ecossistema de inovação para que o setor siga avançando”, ressalta Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Agricultura Digital.

Como vai funcionar

O AgNest foi desenhado a partir do conceito plug and play, em que as startups e as empresas parceiras, isoladas ou conjuntamente, poderão acessar este ambiente de laboratório vivo para testes e experimentações. A proposta é disponibilizar toda a estrutura necessária para as startups e corporações se conectarem, e com isso acelerar o desenvolvimento de novas tecnologias, com custos menores e que alcancem mais rapidamente o mercado e os usuários.

Paula Packer, chefe-adjunta de Transferência de Tecnologia da Embrapa Meio Ambiente, explica que diferentes parceiros poderão testar suas soluções numa escala menor. O AgNest é uma fazenda operacional, mas de menor porte, por isso um laboratório vivo. A startup se conectará ao ambiente e executará um plano de trabalho para desenvolver ou aprimorar seu produto até colocá-lo no mercado. “Será um ambiente que vai agregar, num modelo inovador, a expertise da Embrapa em pesquisa agropecuária e das corporações, com a visão de mercado, ao perfil ágil e flexível das startups”, completa.

O empreendimento vai ocupar um campo experimental situado na Embrapa Meio Ambiente, com aproximadamente 60 hectares, metade deles destinados a atividades agrícolas. Utilizada tradicionalmente para a pesquisa, a área tem histórico de implantação de culturas perenes, semi-perenes, é apta para cultivos anuais de verão, como grãos e fibras, e também comporta a implantação de sistemas de irrigação, o que permite o cultivo de culturas de inverno, como trigo, cevada e aveia.

Outra característica de destaque do AgNest é a sua localização, a 10 minutos de Campinas (SP), considerado um importante polo de ciência, tecnologia e inovação, com a presença de universidades e institutos de pesquisa, e uma concentração considerável de empresas privadas, aceleradoras, incubadoras e investidores.

Além disso, estará a apenas 1h30 de São Paulo, cidade com maior número de agtechs do Brasil. Para o pesquisador Vitor Mondo, da área de negócios da Embrapa Agricultura Digital, esse conjunto de fatores permite um amplo leque de possibilidades de atuação das startups. “O objetivo do AgNest é facilitar a interação dentro desse ecossistema de inovação e empreendedorismo, propiciando novas soluções e benefícios para todo setor e sustentando a posição do Brasil como referência em agricultura tropical no mundo”, conclui.

Saiba mais

https://www.youtube.com/watch?v=tOOXSYy2rCA

Fonte: Embrapa Agricultura Digital

A partir de agora, novembro de 2021, quem tiver alguma dúvida sobre as principais plantas medicinais, poderá acessar, gratuitamente, o Guia de Plantas Aromáticas e Medicinais lançado no formato e-book, de forma fácil e acessível a todos.

 

O Guia foi elaborado pela engenheira agrônoma Maria Cláudia Silva Garcia Blanco, da Divisão de Extensão Rural, da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CATI/CDRS), especialista em plantas medicinais e aromáticas, tanto em seus variados usos como no cultivo dessas plantas, que pode ser feito em jardins, hortas, quintais, vasos ou de forma comercial. 

Cada vez mais, o uso de plantas medicinais vem sendo intensificado e desperta a atenção das mais variadas pessoas que se interessam pelo tema, participam de oficinas, procuram se aprofundar e adquirir mais conhecimento. Prova disso é a participação nos seminários e nas capacitações oferecidas pela CATI/CDRS ao longo de vários anos, coordenados, em especial, por Maria Cláudia. 

"Diante dessas demandas, vimos a necessidade de atender e dar respostas. Para sistematizar, criamos diversos informes técnicos em respostas às dúvidas e selecionamos os mais frequentes, com o objetivo de elaborar uma coletânea com essas informações. Foi assim que nasceu o Guia de Plantas Aromáticas e Medicinais, que terá a vantagem de ser atualizado de tempos em tempos, com o acréscimo de novos informes", explica a autora. 

Desde a década de 1990, a CATI vem trabalhando em projetos com plantas medicinais e aromáticas, principalmente voltados aos produtores rurais, aos grupos de mulheres e de jovens, em arranjos produtivos locais, normalmente em parceria com órgãos municipais das áreas da agricultura, saúde e educação. Durante todo esse período, foram recebidas várias perguntas desse público, que foi sendo conquistado ao longo dos anos. As perguntas versavam tanto em relação à identificação botânica das espécies quanto ao sistema de cultivo, aos tipos de beneficiamento, à obtenção das substâncias bioativas e até mesmo sobre o uso seguro das plantas. 

"É um trabalho contínuo e outras dúvidas e sugestões poderão contribuir para que o Guia de Plantas Aromáticas e Medicinais tenha cada vez mais informações", afirma Maria Cláudia. Espero que todos que acessarem tenham bom entretenimento e bons conhecimentos, porque acredito que a troca e a disseminação de informações são sempre bem-vindas, fundamentais e saudáveis!", finaliza a técnica. 

O Guia de Plantas Aromáticas e Medicinais pode ser acessado pelo link. https://www.cdrs.sp.gov.br/portal/produtos-e-servicos/publicacoes/documentos-tecnicos

Fonte: Secretaria de Agricultura e Abastecimento SP

Especialista da Ajinomoto do Brasil explica quais os benefícios desse tipo de sistema e como a utilização de aminoácidos pode trazer melhorias
 

A agricultura familiar é uma forma de organização social, cultural, econômica e ambiental, na qual são trabalhadas atividades agropecuárias no meio rural, gerenciadas por uma família. Normalmente esse sistema está inserido em áreas menores que quatro módulos fiscais (um módulo fiscal pode variar de 5 a 110 hectares a depender do estado), com mão de obra predominantemente familiar e renda mínima originada de atividades econômicas do estabelecimento ou empreendimento rural.

Segundo o especialista sênior da área técnica da Ajinomoto® Fertilizantes, divisão de agronegócios da Ajinomoto do Brasil, Rafael Hirano, a agricultura familiar emprega hoje mais de 10 milhões de pessoas. “Esse sistema tem participação significativa na produção dos alimentos que consumimos diariamente. Nas culturas permanentes, o segmento corresponde a 48% do valor da produção de café e banana. Já nas culturas temporárias, é responsável por 80% do valor de produção da mandioca, 69% do abacaxi e 42% da produção de feijão”, destaca.

O uso de tecnologias pode otimizar bastante a rotina de trabalho dos envolvidos neste tipo de organização, colaborando para melhorar a eficiência no uso de insumos e no tempo disposto em cada serviço. Assim como em outros empreendimentos, a tecnologia pode tornar o negócio mais rentável e, consequentemente, evitar o êxodo rural. “Há muitos pontos positivos para o produtor que investe na agricultura familiar, entre eles estão benefícios fiscais, políticas próprias, a redução da desigualdade e a preservação da sustentabilidade ambiental, social e econômica”, explica Rafael Hirano.

Líder na produção de aminoácidos, a Ajinomoto do Brasil produz e oferece insumos para o agronegócio, como os fertilizantes, que podem auxiliar os produtores a atenuar os estresses bióticos (ataque de pragas e doenças) e abióticos (falta de água e temperaturas extremas) nas culturas agrícolas. Rafael explica ainda que o uso de aminoácidos pode ser empregado de acordo com o manejo do produtor, semelhante à agricultura convencional de larga escala, guardadas as devidas proporções. “Aminoácidos como a prolina podem ajudar as plantas a superarem períodos de estresse como a falta de chuvas, pois ela funciona como uma esponja, retendo água nas células através do equilíbrio osmótico. Além desse aminoácido, podemos citar também a arginina e o ácido glutâmico, que colaboram para a absorção e translocação de nutrientes dentro da planta de forma mais rápida e a recuperação das mesmas após a aplicação de defensivos. Os aminoácidos trazem ainda melhorias no enraizamento e ativam o sistema metabólico de defesa das plantas”, reforça o especialista.

Fonte: Race Comunicação

Em comemoração ao dia do Agrônomo, a AEAARP promoveu um encontro com entrega de brindes aos associados agrônomos.

Por conta da pandemia fizemos uma comemoração diferente, mas respeitando todos os protocolos sanitários, todavia, não menos feliz, pois, há 47 anos o Almoço dos Agrônomos acontece na AEAARP, por isso, brindar o Dia do Engenheiro Agrônomo é sagrado!

Parabéns aos profissionais envolvidos!

O diretor de Agronomia da AEAARP, Leonardo Barbieri, comentou o sucesso da 15ª Semana do Agro da AEAARP, que aconteceu entre os dias 20 a 24 de setembro e que contou com o apoio do CREA/SP:

“Foi um grande encontro com profissionais de altíssima competência e muita experiência compartilhada. Estou muito feliz com o resultado do evento”

Neste ano, a diretoria criou a Trilhas do Agro para debater temas relevantes dentro do Agro no Brasil e no mundo e este projeto continuará por toda a gestão do Barbieri.

Segundo Barbieri:

 “O projeto Trilhas do Agro vem para a discussão constante de tópicos importantes que envolvem diversos setores da agronomia, e queremos trazer todos esses assuntos com profissionais gabaritados em suas áreas específicas”.

Para assistir o conteúdo discutido até o momento da Trilhas do Agro acesse: https://bit.ly/3okGgdg

Durante a 15ª Semana do Agro foram oferecidos cinco dias de grandes debates técnicos de áreas diversas, entre estas: grãos, hortifrúti, pecuária, cana-de-açúcar e inovação do agro com startups.

Os números

Com um total de 958 acessos, os participantes assistiram de 13 Estados brasileiros e 44 cidades do Estado de São Paulo.

Os painéis da semana foram compostos por 21 palestrantes e tive 6 startups apresentadas durante a semana.  

Programação:

20 de setembro | Segunda-feira - Trilha de Grãos

Painel 1 – Soja no Estado de SP

Denizart Bolonhesi

Roberto Rosseti

Painel 2 - Sustentabilidade e certificação na produção de soja

Cid Ferreira Sanches

21 de setembro | Terça-feira - Trilha da Horticultura

Discussão: DO CAMPO A MESA DO CONSUMIDOR

José Augusto Maiorano

David Isaac

Carlos Alberto P. Gonçalves

Fábio Lagazzi

CREA Jovem

Érik Nunes Junqueira

22 de setembro | Quarta-feira - Trilha da Pecuária

Painel 1 - As Tendências da Pecuária

José Junqueira

Moacyr Corsi

Painel 2 – Agricultura 4.0

Josenildo Henrique de Melo

23 de setembro | Quinta-feira – Trilha da Cana- de- Açúcar

Painel 1 - Os pilares da Produção Agrícola de Cana- de -Açúcar

Jorge Donzelli

Claudemir Pedro Penatti

Sérgio Antônio Veronez de Sousa

Ademir Cesar de Quadros

Painel 2 - Agricultura 4.0 na Cana- de- Açúcar

Marcelo Pierossi

24 de setembro | Sexta-feira – Startups

Painel 1 – Instituições de Inovação

Andreísa Flores Braga - Gestora Inovajab - incubadora de empresas de base tecnológica da UNESP/Jaboticabal.

Patrícia Villar Martins –  Agência de Inovação da UFSCar

Daniel Costa – Consultor de Novos Negócios (AGRO) no Instituto Eldorado

Arthur Costa Falcão Tavares - Universidade Federal de Alagoas - UFAL

Rogério Campos - Publicitário

Painel 2 - Empresas de Startups

Empresa 1 – ANÁHATA

Empresa 2 – IMBR AGRO

Empresa 3 – AGROMIZER

Empresa 4 – AGROBEE

Empresa 5 – LÚPULO TROPICAL

Empresa 6 – PRAGAS.COM

15ª Semana Agro AEAARP

por: Claudimir Pedro Penatti

Os nutrientes para o desenvolvimento da cana-de-açúcar são fornecidos por adubos minerais, calcário, estercos e também pela torta de filtro e fuligem. A torta e a fuligem são aplicadas em áreas de plantio (no sulco ou em área total antes do preparo do solo) e também sobre as linhas das soqueiras. Geralmente a fuligem é misturada com a torta antes da aplicação e após a aplicação essa mistura, dependendo da dose aplicada, é complementada com adubo mineral.

Na fabricação de açúcar e álcool de cana-de-açúcar podem ser geradas até 14kg de fuligem e 4kg cinzas por tonelada de bagaço queimado nas caldeiras, além de outros resíduos, como vinhaça (10 a 15 m3 m-3 de álcool produzido), torta de filtro (20 a 40 kg t-1 de cana), bagaço (220 kg t-1 de cana) e lodos (15 a 40 kg t-1 de cana) que são utilizados na agricultura.

Aplicação de resíduos no sulco de plantio e nas linhas das soqueiras.

      Benefícios do uso de resíduos da cana:

  • Fertilizante e proporciona inúmeros benefícios nas propriedades físicas, químicas e biológicas do solo;
  • A elevação do pH;
  • Aumento da Capacidade de Troca Catiônica (CTC);
  • Aumento da disponibilidade de certos nutrientes;
  • Melhoria da estruturação do solo (pela adição de matéria orgânica);
  • Aumento na retenção de água e melhora o desenvolvimento de microrganismos no solo;
  • Substituição parcial ou total do adubo mineral;
  • Redução da lixiviação de nutrientes;
  • E por fim, aumenta a tonelada de cana por área colhida.

Por Sérgio Antônio Veronez de Sousa.

Eng. Agrônomo. Dr. Irrigação e Drenagem

A vinhaça, conhecida também como vinhoto ou restilo, é um subproduto da fabricação do álcool produzida, em média, na proporção de 13 litros para cada litro de álcool fabricado.

Este valor pode variar entre 10 a 15 litros, de acordo com as condições agrícolas sob as quais a cana foi produzida, fatores industriais no seu processamento e na obtenção do álcool.

A vinhaça contém alto teor de matéria orgânica e potássio, sendo relativamente pobre em nitrogênio, cálcio, fósforo e magnésio. Várias são as citações bibliográficas sobre a composição química da vinhaça. Sua característica química depende de sua origem.

A porcentagem da área de fertirrigação das usinas é bastante variável, tanto em escala regional, como dentro de uma mesma região. Existem usinas que já vêm aplicando vinhaça em 70% da sua área de cultivo, por outro lado pode-se encontrar também usinas com áreas de fertirrigação bem abaixo deste valor.

Pode-se considerar também que, de maneira geral, a cada safra o valor de área de fertirrigação das usinas aumenta, mostrando a preocupação das usinas com o uso racional da vinhaça, buscando maior rendimento agrícola e redução no uso de fertilizantes químicos, bem como uma adequação de dose de vinhaça que não cause prejuízo ao meio ambiente.

Com o passar do tempo, estudos conduzidos pela COPERSUCAR e outros órgãos de pesquisa, levaram à utilização mais racional da vinhaça na lavoura de cana-de-açúcar, com dosagens controladas, trazendo benefícios econômicos na substituição de parte ou total da adubação mineral, melhorando as características físicos, químicas e biológicas do solo, aumentando a produtividade agrícola e sem dúvida eliminando o problema imediato de poluição do meio-ambiente.

Os métodos de transporte e aplicação sofreram continuas evoluções. Na década de 80 prevalecia a aplicação por caminhões-tanque com descarregamento por gravidade (caminhão tanque convencional).

Atualmente, o sistema de aspersão com equipamentos auto-propelidos, alimentados por canais, tubulações móveis de alumínio, ou caminhões de grande porte (rodotrens), são os principais métodos de aplicação utilizados. Figuras 1, 2 e 3)

Figura 1. Sistema de Irrigação do Tipo Autopropelido Alimentado por Canais.

Figura 2. Sistema de Irrigação do Tipo Autopropelido Alimentado por Tubos Móveis de Alumínio.

Figura 3. Sistema de Irrigação do Tipo Autopropelido Alimentado por Caminhões.

O sistema autopropelido com carretel enrolador é o mais difundido atualmente nas usinas e destilarias, sendo o mesmo introduzido com o objetivo de substituir a extensão da montagem direta de aspersão. A vantagem principal do sistema é ser semimecanizado e, portanto, requer menos mão-de-obra que a montagem direta.

O que difere no uso do autopropelido é a forma com que a vinhaça vai chegar até o mesmo. Existem basicamente duas maneiras: o sistema dutoviário e o transporte por caminhões.

Na maioria dos casos, o sistema mais econômico para o transporte da vinhaça, misturada ou não, às águas residuárias, é a implantação de uma linha de dutos; ou seja, tubulações fixas e móveis que podem ser pressurizadas ou por gravidade. Este sistema depende, no entanto, de alguns fatores, como áreas contínuas de lavouras de cana-de-açúcar e condições topográficas favoráveis.

Em outras situações, como a descontinuidade de canaviais, pode ser mais indicado o transporte por caminhão.

O retorno dos investimentos, no caso da implantação de um destes sistemas, para a condução da vinhaça, pode ser de 3 a 8 anos, dependendo diretamente do custo do adubo químico mineral e dos ganhos em termos de aumento de produtividade e longevidade dos canaviais, quando se compara uma área de adubação tradicional com uma área de aplicação de vinhaça.

Vários estudos de caso que fizemos, mostraram que a adoção de sistemas com tubos móveis ao invés de canais, foi mais vantajoso do ponto de vista econômico, apresentando também vantagem ambiental, pela inexistência de canais abertos para condução da vinhaça.

Os projetos novos que trabalhamos, foram desenvolvidos sem canais abertos; ou seja, um sistema totalmente tubulado para a condução da vinhaça. Neste caso, atende-se a legislação, com ganhos ambientais e econômicos.

Recentemente muitas Usinas estão fazendo a aplicação da vinhaça localizada, também chamada vinhaça em linha. Trata-se da aplicação dirigida da vinhaça, na linha da cana, com doses reduzidas, o que viabiliza o transporte da mesma a distâncias maiores, quando utilizam caminhões.

Neste caso é necessário ter um teor de K2O elevado, o que pode ser obtido pela mistura de adubo quando a vinhaça e naturalmente pobre.

De modo geral, pode-se afirmar que a vinhaça não provoca efeitos negativos no solo, exceto com aplicações de doses elevadas. O uso racional da vinhaça, de acordo com recomendações técnicas, gera benefícios ambientais, financeiros e agronômicos.

A vinhaça melhora o condicionamento da subsuperfície do solo e proporciona ganhos de pelo menos cinco toneladas de cana por hectare em relação ao potássio proveniente de adubo químico mineral. “Trabalhos do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) indicam um aumento de até doze toneladas”, a fertirrigação também é benéfica para a longevidade do canavial, que pode chegar a oito cortes.

Para a adoção de qual tecnologia será usada no transporte e posterior aplicação da vinhaça, é necessário fazer um estudo prévio de viabilidade técnica e comparando os diferentes tipos de transporte da vinhaça; ou seja, dutoviário, caminhões com vinhaça em natura e caminhões com vinhaça enriquecida, e após esta análise, decidir qual o melhor caminho a seguir para determinado projeto.

Em resumo pode-se dizer que não existe uma regra específica a ser seguida na escolha do melhor método de transporte e aplicação da vinhaça. Cada usina ou destilaria tem sua situação particular e deve ser analisada de forma a obter o melhor benefício ambiental e econômico na distribuição e aplicação da vinhaça, sempre fazendo o uso racional deste importante subproduto do processo de fabricação do etanol.

A melhor maneira de obter sucesso no uso da vinhaça, e através da elaboração de um Plano Diretor, o qual vai mostrar o que deve ser feito na implantação, ampliação e otimização do sistema de fertirrigação das Usinas e Destilarias, seguindo todas as normas ambientais e sempre buscando o retorno econômico da aplicação.

Sérgio Antônio Veronez de Sousa.

Eng. Agrônomo. Dr. Irrigação e Drenagem

Regenerativa tornou-se o nome da agricultura de ponta tecnológica para o mundo atual, principalmente nas regiões tropicais e subtropicais do nosso país. Agricultura Regenerativa serve para quem tem a arte de saber que o momento atual é para Recuperamos o meio em que vivemos, palco onde praticamos agricultura.

Resgatar a agricultura dos nossos antepassados, com o nível fantástico de informações que temos hoje, pode ser uma tomada de decisão crucial, como quando resolvemos fertilizar o solo sem a presença de adubos solúveis. As soluções de controle de pragas para construirmos uma agricultura através do tempo, com o uso de ferti e fitoprotetores, dando meios a equilíbrios de solos, ou usando os modernos métodos precisos de controle biológico, são ferramentas presentes nas metodologias atuais para equilibrar cultivos quando estamos na etapa da transição agroecológica.

Recuperar nutrientes através de raízes profundas e poderosas dos adubos verdes, como crotalárias, aveias, mucunas, feijões, girassóis, etc. pode Reciclar nutrientes de camadas tão profundas que cultivos tradicionais jamais poderiam acessar.

Remineralizar o solo, com técnicas supereficientes para dar vida à terra, pode ser a grande chave para Rejuvenescer nossos solos desgastados, chegando à Rochagem como um quase infinito insumo de produção que o agricultor jamais poderá deixar de usar nos modelos atuais de fazer agricultura.

Redefinir nosso modo de pensar agricultura, fazendo  Ressurgir a vida no solo, pois quem Rege a fertilidade é a biodiversidade de Riqueza de microrganismos nos solos tropicais, que transformam os materiais orgânicos na ultra necessária matéria orgânica. Nessa linha, Resíduos agroindustriais, Restos vegetais e sólidos urbanos devem ser fundamentais para Revivificar os solos cultivados.

Restaurar a vegetação das matas ciliares em cursos d’águas e nascentes, e fazer as Reservas legais, compreendendo que o ciclo da água está correlacionado a uma aliança forte entre agricultura e meio ambiente, deverá ser uma ação consciente e lúcida dos agricultores, que irá Refletir diretamente no futuro da sobrevivência agrícola.

Com toda certeza, nossa forma de construir mecanismos para a Agricultura Regenerativa rumo ao sucesso do tripé da sustentabilidade - onde o social, o ambiental e o econômico fazem que a atividade Agro – dará saltos para melhores qualidades produtivas, permanentes e contínuas, por muitas gerações.  

MSc Flávio Bahdur Chueire

Engenheiro Agrônomo
Extensionista em Agroecologia
 

Trilhas do agro vão compartilhar conhecimento 
Projeto da Diretoria de Agronomia da AEAARP vai compartilhar conhecimentos científicos e práticos no setor agronômico
Especialistas e consultores dedicados a temas agronômicos foram convidados pelo engenheiro agrônomo Leonardo Barbieri, diretor desta área na AEAARP, a integrarem o projeto Trilhas do Agro, que pretende pautar e compartilhar conteúdos em diferentes áreas.
As trilhas se dedicarão aos temas grãos, hortifruti cultura, pecuária, cana-de-açúcar, mecanização e sustentabilidade na produção agrícola. “Vamos reunir textos inéditos no site da AEAARP para colaborar com as reflexões sobre os temas, abordando atualizações de diferentes segmentos do agro”, explica Leonardo.
O projeto tem o intuito de incentivar o debate sobre temas agronômicos na AEAARP até a realização da Semana de Agronomia, que acontecerá no segundo semestre deste ano. O Trilhas é, segundo Leonardo, a introdução às palestras que acontecerão ainda neste ano.
O nome do projeto é referência a este caminho, o do conhecimento até chegar ao principal evento agronômico da AEAARP, de 20 a 24 de setembro.
Participam do projeto Jorge Luis Donzelli, Denizart Bolonhezi, José Junqueira, Marcelo Pierossi, Paulo Croisfelts e Gabriel Bitencourt.

José Ultímio Junqueira Junior

                                                                                    Via Verde Agroconsultoria

Infere-se que a pecuária como atividade humana possa ter tido início antes mesmo da agricultura, quando nossos ancestrais caçadores, perceberam que poderiam primeiro, conduzir os rebanhos e, posteriormente, controlar sua reprodução.

Essa atividade tão antiga quanto a própria história humana, embora não se restrinja a um único tipo de criação, tem sua denominação derivada do latim Pecus (cabeça de gado) e a mesma raiz etimológica da palavra “pecúnio” (moeda, dinheiro). Com efeito, as cabeças de gado, ao longo das civilizações, sempre estiveram ligadas a ideia de reserva de patrimônio e acumulação e riqueza.

Foi a pecuária como fornecedora de alimento fresco e de grande reserva nutricional, que propiciou a expansão da espécie humana para os lugares mais remotos do planeta. 

No Brasil a pecuária começou com a chegada dos portugueses que trouxeram os primeiros “animais de criação” e como por aqui, o termo acabou se confundindo com a criação de gado, peço licença aos leitores pelo vício dessa restrição, que certamente se fará presente neste e nos próximos textos, onde faremos um passeio pela trajetória dessa atividade tão importante para o desenvolvimento e a própria fisionomia do nosso país.

Inicialmente a pecuária se restringiu a faixa litorânea e aos engenhos de cana de açúcar, onde os animais serviam basicamente de tração para as moendas.  

A interiorização do gado teve impulso somente a partir de 1722 com a descoberta de ouro em Goiás, propiciando o estabelecimento das “Fazendas de Criar” para alimentação e comércio de artefatos de couro com os viajantes ao longo dos “Caminhos do Ouro”, fomentando por exemplo, o início da ocupação da região nordeste paulista, como nos conta Lucila Reis Brioschi no livro “Na Estrada do Anhagüera” uma visão regional da história paulista, da editora Humanitas de 1999.

Até a segunda guerra mundial e a vinda do Frigorífico Anglo em 1942, que começou a exportar carne enlatada para alimentação das tropas aliadas, o couro era praticamente, o único produto com algum valor na criação de gado e esta, a única forma de utilização econômica das terras de campo do Brasil central.

A abundância de terras fracas, a ocupação de grandes áreas e principalmente a falta de valor dos seus produtos que caracterizou por muito tempo a pecuária no Brasil, deixou marcas profundas de baixa eficiência e de uma tradição extrativista no sistema de produção pecuário Brasileiro, que só começou a mudar, ainda que timidamente, a partir dos anos 90.

      

O pecuarista que antes era visto como um “desbravador do sertão”, passou a ser considerado o principal “inimigo da natureza” e a atividade, demonizada pela sociedade urbana nacional e internacional.

Mas o que é verdade ou não, nessas narrativas? Como podemos melhorar essa discussão? Qual será o papel da pecuária em relação ao balanço de carbono e as mudanças climáticas? Estes e outros aspectos ligados ao presente e o futuro da atividade pecuária serão apresentados nos próximos textos dessa trilha...  

Espero que gostem e participem!

Trilhas do agro vão compartilhar conhecimento 
Projeto da Diretoria de Agronomia da AEAARP vai compartilhar conhecimentos científicos e práticos no setor agronômico
Especialistas e consultores dedicados a temas agronômicos foram convidados pelo engenheiro agrônomo Leonardo Barbieri, diretor desta área na AEAARP, a integrarem o projeto Trilhas do Agro, que pretende pautar e compartilhar conteúdos em diferentes áreas.
As trilhas se dedicarão aos temas grãos, hortifruti cultura, pecuária, cana-de-açúcar, mecanização e sustentabilidade na produção agrícola. “Vamos reunir textos inéditos no site da AEAARP para colaborar com as reflexões sobre os temas, abordando atualizações de diferentes segmentos do agro”, explica Leonardo.
O projeto tem o intuito de incentivar o debate sobre temas agronômicos na AEAARP até a realização da Semana de Agronomia, que acontecerá no segundo semestre deste ano. O Trilhas é, segundo Leonardo, a introdução às palestras que acontecerão ainda neste ano.
O nome do projeto é referência a este caminho, o do conhecimento até chegar ao principal evento agronômico da AEAARP, de 20 a 24 de setembro.
Participam do projeto Jorge Luis Donzelli, Denizart Bolonhezi, José Junqueira, Marcelo Pierossi, Paulo Croisfelts e Gabriel Bitencourt.

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