Levantamento da Embrapa aponta crescimento de 7,5% em relação a 2021, sendo que 61,4% estão localizadas na região sudeste.

O Radar Agtech, mapeamento realizado pela Embrapa, apurou que o Brasil tem mais de 1,7 mil startups no setor agropecuário. O levantamento aponta que 61,4% estão na região Sudeste; 25,6% no Sul; 6,2% no Centro-Oeste; 5,2% no Nordeste; e 1,5% na região Norte, informa o Agroin. As startups foram distribuídas em três segmentos: antes, dentro e depois da fazenda, descrevendo 33 categorias com base no mercado de atuação e no campo tecnológico envolvido. O estudo identificou 242 agtech (14,2%) atuando antes da fazenda, 705 dentro da fazenda (41,4%) e 756 depois da fazenda (44,4%).

Há exatamente três anos foi lançada a Campanha Civilidade nas Ruas, ação de conscientização para destinação correta de recicláveis e respeito à cidade e meio ambiente

O que você faz pela sua cidade? Foi com essa pergunta que nasceu a Campanha Civilidade nas Ruas, idealizada na AEAARP-Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto e lançada há exatamente três anos. No dia 9/11/2019, nas praças Carlos Gomes e XV de Novembro e Esplanada do Theatro Pedro II, foi celebrado o Dia da Civilidade para lançar a campanha. O grupo de percussão de 100 crianças da ONG Casinha Azul se apresentou tocando e cantando a Marchinha da Civilidade, composta para o lançamento, em um cortejo lúdico, junto com parceiros do projeto, para chamar a atenção da população.

A campanha reuniu parceiros que já atuavam em educação ambiental e com objetivos ousados, dentre eles, ampliar a conscientização para a destinação correta de recicláveis, aumentar o volume de materiais nos ecopontos da cidade e tornar a cidade livre de resíduos depositados nas vias públicas.

“Temos de acreditar que podemos contribuir com o esclarecimento de toda a população sobre a importância desse tema para a saúde, para a economia, para o meio ambiente, para a qualidade de vida, e, com isso, transformar nossa cidade. Buscamos parceiros que compartilham esta filosofia e pessoas que já trabalham com coleta e reciclagem e os resultados têm surpreendido”, comenta o engenheiro Giulio Roberto Azevedo Prado, presidente da AEAARP.

Recentemente, foi lançada a “Parceiros da Campanha Civilidade nas Ruas – Quadrilátero Central” focada na coleta de blisters (cartelas vazias de comprimidos) para reciclagem. As farmácias e estabelecimentos de saúde do Centro estão sendo convidadas a instalarem coletores de blisters.

A coleta das cartelas vazias de comprimidos no ecoponto na sede da AEAARP e por parceiros como os Lions Clubes Ribeirão Preto, Campos Elíseos, Cravinhos e Brodosqui já contabiliza toneladas do material destinado à reciclagem. Como contrapartida, a Unicomper, indústria paranaense que utiliza o plástico das cartelas em produtos para decoração e construção civil, devolve à cidade cadeiras de rodas. Cada tonelada de blister vale uma cadeira de banho e a cada tonelada e meia a cidade ganha mais uma cadeira de roda. A Unicomper enviou recentemente duas cadeiras que foram doadas ao Hospital de Câncer de Ribeirão Preto.

E para a ação no Quadrilátero Central, o movimento também fechou parceria com o SINCOVARP-Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e CDL- Câmara de Dirigentes Lojistas.

A meta é juntar mais 3 toneladas de blister em menos tempo. A ideia é conseguir 3 mil quilos de blister em 3 meses.

Além disso, desde o início da pandemia, a cidade já destinou cerca de 20 toneladas de EPS (popularmente conhecido pela marca IsoporR), mas menos de 1 tonelada é coletada a cada mês. A ideia é triplicar para 3 toneladas mês. O EPS tem cerca de 3% a 5% de plástico em sua composição e o restante é ar. Tanto o blister quanto o EPS é recolhido em Ribeirão Preto gratuitamente por indústrias de reciclagem.

Marchinha da Civilidade

Mais civilidade | Em casa e na rua | É mais felicidade | Não é mundo da lua
Aprenda o que é lixo | Separe o reciclável | E vamos cultivar | Um mundo sustentável
Antes de comprar | Saiba se vai usar | O que é desnecessário | Não deve ir pro armário

Refrão

Preste atenção | Na voz do coração | Há civilidade | Nas ruas da cidade
Preste atenção | Na nova geração | Mais civilidade | Responsabilidade

O portal da AEAARP mantém atualizada uma lista de endereços para descarte de material reciclável, incluindo blister: https://aeaarp.org.br/release/ecopontos-em-ribeirao-preto.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) desenvolveram um projeto que transforma rejeitos da indústria cervejeira em biocombustíveis e fertilizantes agrícolas. O estudo foi publicado no Journal Cleaner of Production. Os resíduos foram submetidos à digestão anaeróbia — processo no qual microrganismos decompõem a matéria orgânica e produzem biogás. No caso do bagaço, as bactérias produzem metano. Os cientistas desenvolveram um método que aumentou a concentração de metano de 29% para 56%, relata o Diário de Pernambuco.

Após registrar um crescimento anual acima de 30%, a produção de etanol de milho no Brasil deve dobrar até 2030, segundo projeção da União Nacional do Etanol de Milho (Unem). Para a safra 2022/23, são esperados mais de 4,5 bilhões de litros do biocombustível produzido a partir do cereal, volume superior aos 3,4 bilhões de litros contabilizados na última temporada, afirma o Canal Rural.

O agro investiu mais na importação de bens intermediários e de bens de capital, o que indica um desempenho mais favorável adiante do nível de atividade desse setor no Brasil, segundo os dados do Indicador de Comércio Exterior (Icomex) divulgado nesta quarta-feira (17), pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A materia completa você lê no Portal do Agronegócio.

Com objetivo de apoiar os ecossistemas e ambientes de inovação do agro, o Ministério da Agricultura instituiu o Programa AgroHub Brasil. A meta é inserir o produtor rural em ambientes inovadores e aproximá-lo dos desenvolvedores de tecnologias, para melhorar a qualidade dos processos e produtos, reduzir custos e ampliar receitas, registra o Canal Rural. O programa será impulsionado por meio de parcerias com instituições públicas e privadas, com a possibilidade de transferência de recursos, na forma da lei. O Brasil tem cerca de 1.500 agtechs e mais de 50 ambientes de inovação no agro.

As lavouras, com faturamento de R$ 875,50 bilhões, foram as principais responsáveis pelo crescimento do VBP, e apresentaram crescimento real de 5,2%. Sua participação no VBP é de 70,0%, e a pecuária 30,0%.

Fonte norteagropecuario

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2022, com base nas informações de junho, atinge R$ 1,241 trilhão, 1,6% acima do obtido em 2021. As lavouras, com faturamento de R$ 875,50 bilhões, foram as principais responsáveis pelo crescimento do VBP, e apresentaram crescimento real de 5,2%. Sua participação no VBP é de 70,0%, e a pecuária 30,0%.

A pecuária teve uma retração de 6,2%, e seu valor é de R$ 365,71 bilhões. Pode-se atribuir esta redução do valor da pecuária à queda dos preços internos que têm-se mostrado acentuada, principalmente para suínos, bovinos e frangos.

O melhor desempenho do VBP ocorreu em soja, milho, cana-de-açúcar, café e algodão. Esses são os mais bem classificados entre os produtos analisados.

Os preços têm sido decisivos para esses resultados. Representam 59,4% do VBP total. A esses, somam-se outros, cujo destaque se deve à elevação do VBP, embora os valores absolutos não sejam tão expressivos. Este conjunto é representado por banana, batata-inglesa, feijão, tomate e trigo, que têm peso relevante no IPCA.

Um grupo pequeno de produtos, formado por arroz, cacau, laranja, uva e soja, teve retração do valor da produção, devido a preços mais baixos. Entretanto, para alguns desses, como soja e arroz, a redução se deve à seca, que atingiu Rio Grande do Sul, Paraná e Mato Grosso do Sul.

Como tem sido mostrado em relatórios anteriores, o VBP regional é liderado por cinco estados: Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás, que contribuem com 63,0% do VBP nacional.

Confira as informações detalhadas sobre o VBP.

>> VBP Brasil

>> VBP Resumo

>> VBP Regional

>> Dashboard VBP

(Do Mapa)

A John Deere, referência em inovação no agro, lançou o reality show ‘Safra de Inovações – O desafio das startups do agro’, o primeiro voltado para o agronegócio, com soluções em tecnologia e inovação criadas por startups participantes do hub de inovação AgTech Garage, relata a CNN Brasil. O programa conecta produtores rurais – com desafios reais em suas propriedades – às startups que desenvolvem soluções para aumentar a produtividade.

O Radar Agtech de 2020/2021, publicação da Embrapa, que mapeia o setor, identificou 1.574 startups brasileiras; a comparação é com 2019. 

 

O campo brasileiro foi marcado, na última década, pelo aumento na eficiência, consequência direta da inovação e da tecnologia aplicadas desde a idealização de novos negócios, passando pela fertilização, irrigação e colheita, até a distribuição inteligente dos produtos. Dentro desse mercado, as agtechs – startups especializadas que atuam no setor – ganham espaço trazendo soluções para diversos problemas.

De acordo com o Radar Agtech de 2020/2021, publicação da Embrapa que mapeia as startups do setor, há 1.574 agtechs brasileiras. A comparação foi com o ano de 2019. E, embora o crescimento de 40% seja expressivo, alguns gargalos comuns a outros empresários por aqui dificultam uma evolução ainda mais rápida.

Um deles é o levantamento de capital inicial para o investimento nessas empresas de base tecnológica e o outro é a dependência de fornecedores externos para componentes eletrônicos.

Segundo mais uma pesquisa da Embrapa, 42% desses negócios não receberam nenhum tipo de investimento e optaram por usar recursos próprios ou financiamento bancário para iniciar a startup. Já 25% tiveram recursos provenientes de família ou amigos; 24% a fundo perdido; 9% de aceleradoras; 6% de investidores anjos e 5% de capital de risco.

Já em relação aos fornecedores externos, a pandemia piorou ainda mais a situação porque quebrou a cadeia de suprimentos. Mas, essas adversidades não limitam as cabeças pensantes desse universo.

Potencial para ser o maior do mundo

“O Brasil possui grande potencial de liderança do mercado internacional em tecnologias agrícolas, tanto pela grande área cultivável, quanto pela variedade de culturas onde exerce liderança mundial. Nossa posição de nação, que cuida do meio ambiente e alimenta o mundo, nos torna o cenário ideal para o surgimento de tecnologias que elevem a produtividade de maneira vertical”, afirma o diretor comercial da AGTech – agrotecnologia, Luis Paviani Neto.

A empresa está no mercado há 10 anos atuando, principalmente, no setor sucroenergético, ou seja, produzindo energia limpa e em larga escala com soluções para a agricultura de precisão, desenvolvendo e comercializando produtos e serviços do plantio à colheita.

Algumas das especializações são automação agrícola, coleta e mapeamento de fertilidade de solo, sistema de cobertura de carreta canavieira, drone de pulverização e fertirrigação.

“Nesta década, notamos um intenso aumento de interesse de grandes e médias empresas agrícolas no consumo de tecnologias que reduzam custos operacionais e impactos ambientais, além de possibilitarem o consumo racional de insumos”

explica Paviani

A carteira de clientes da AGTech é, basicamente, de B2B, como usinas do setor sucroenergético e fabricantes de implementos. Apenas 10% são produtores/fornecedores de cana e associações/cooperativas.

Outro exemplo de agtech que tem tido sucesso nacional e internacional é a Solinftec. A empresa brasileira, fundada em 2007, é líder global em Inteligência Artificial e SaaS (software como serviço) para o agronegócio, e conta com 800 colaboradores espalhados por aqui, EUA, Colômbia, Canadá e China.

 

O grupo conta com uma plataforma de Inteligência Artificial para o campo batizada de Alice AI, além do Solix Ag Robotics, o primeiro robô voltado para produção de alimentos em larga escala no agronegócio.

O Solix trabalha em conjunto com a Alice AI, que conta com uma biblioteca agro atualizada por mais de 10 bilhões de informações do campo por dia. A partir desse conjunto de dados a inteligência artificial da Solinftec mostra ao produtor rural quando e como agir, do pré-plantio à pós-colheita, auxiliando na tomada de decisões em logística, gestão, rastreabilidade, agronomia e robótica.

Atualmente, a companhia gere, em tempo real, mais de 11 milhões de hectares, o que representa algo acima de 3,7 trilhões de data points (unidades de informação) coletados todos os anos pela Alice AI.

Agro Trends

As duas empresas estarão no “Agro Trends: tecnologia para impulsionar o campo e a alimentação”, evento realizado pela BioTIC, em parceria com o Metrópoles, que vai mostrar o que há por trás do sucesso de empresas que têm transformado a indústria alimentícia no país.

O evento contará com dois talks e um keynote. No primeiro bate-papo, o tema será: foodtechs. E exemplos de sucesso, como The New, Liv Up e Food to Save, falarão como revolucionaram a forma do brasileiro se alimentar.

Já no segundo talk, as agtechs serão o foco com a participação de porta-vozes da Solinftec e AGTech – agrotecnologia. Duas empresas que estão utilizando tecnologia de ponta para ajudar agricultores a vencerem os desafios no campo.

Para encerrar o evento, Giuliano Bittencourt, CEO da BeGreen Farm, irá compartilhar um pouco de sua história inspiradora e contar como tem conduzido a primeira fazenda urbana e sustentável da América Latina.

Agro Trends ocorre em 1º de julho, das 14h às 18h, no BRB Lab – Parque Tecnológico de Brasília. As vagas são gratuitas, mas limitadas. As inscrições estão disponíveis aqui.

Sensor monitora em tempo real saúde das lavouras de soja e cana

Os sensores vestíveis (wearables) estão cada dia mais presentes na vida de pessoas que usam dispositivos eletrônicos para monitorar a frequência cardíaca durante atividades físicas e a qualidade do sono, entre tantos outros padrões sensíveis para a saúde humana.

Dispositivos semelhantes estão sendo projetados para aprofundar o monitoramento da saúde das plantas, em busca de aplicações úteis para a agricultura de precisão.

Os sensores vestíveis são uma estratégia promissora para determinar a perda de conteúdo de água das folhas, pois podem fornecer quantificação no local e não destrutiva da água no interior das células a partir de uma única medição.

Como o teor de água é um marcador importante da saúde das folhas, o monitoramento em tempo real pode fornecer dados valiosos para orientar o manejo na agricultura de precisão, bem como para estudos de toxicidade e desenvolvimento de novos insumos agrícolas.

Apesar dos avanços tecnológicos nessa área, a fabricação de eletrodos adequados para o monitoramento de plantas carrega desafios. Os materiais precisam ser leves, flexíveis e capazes de aderir à superfície das folhas, recobertas de tricomas, pelos que protegem contra insetos e contribuem para redução da perda de água. Além disso, precisam ser biocompatíveis, ou seja, não podem prejudicar os processos biológicos de desenvolvimento das plantas.

“Os métodos convencionais têm limitações, pois são baseados em sistemas por imagem, satélites e drones. Eles precisam que a planta atacada por uma doença apresente sinais fenotípicos ou indícios visuais para gerar alertas no monitoramento. Em culturas como a da soja, por exemplo, a alteração de coloração pode sinalizar um estágio irreversível de doenças como a ferrugem”, explica Renato Sousa Lima, pesquisador do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano), órgão que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), sediado em Campinas.

sensor

Imagem: CNPEM/divulgação

A superação de todos esses desafios a partir de um dispositivo foi descrita no artigo Biocompatible Wearable Electrodes on Leaves toward the On-Site Monitoring of Water Loss from Plants, publicado recentemente no periódico ACS Applied Materials & Interfaces. O texto foi selecionado para integrar um volume especial da revista dedicado a jovens pesquisadores de todo o mundo: Special Issue: Early Career Forum.

O estudo, que usou como amostras plantas de soja e cana-de-açúcar, é resultado de um projeto apoiado pela FAPESP. A investigação mobilizou uma equipe multidisciplinar, que inclui pesquisadores das universidades Estadual de Campinas (Unicamp), Federal do ABC (UFABC) e Harvard (Estados Unidos), além de especialistas e recursos do LNNano, do Laboratório Nacional de Biorrenováveis (LNBR) e da estação de pesquisa Carnaúba do Sirius, sob responsabilidade do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) – esses dois últimos laboratórios também integram o complexo do CNPEM. O projeto contou ainda com recursos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Como funciona

O dispositivo desenvolvido em Campinas usa um eletrodo obtido por litografia. Uma peça única recoberta por um filme fino de níquel fixado com a ajuda de um adesivo do tipo micropore. Por esse eletrodo é aplicado um campo elétrico gerado por um capacitor.

A polarização dos íons de nutrientes presentes na água revela com muita sensibilidade mínimas variações de impedância, ou resistência elétrica, que têm relação com os níveis de hidratação da planta.

“Se tem mais água, tem mais íons, você carrega mais o sistema, então a impedância diminui. Se tem menos água, menos íons, você carrega menos o sistema e a impedância aumenta”, explica Lima.

sensor

imagem: CNPEM/divulgação

Ferramentas de aprendizado de máquina – uma técnica de inteligência artificial – ajudaram a selecionar, dentro de um amplo espectro de frequências, a mais adequada para as referências de monitoramento. Também foram usadas para determinar, entre temperaturas de 30 e 20 °C, os parâmetros precisos de quantificação de perda de água nas folhas em diferentes condições de microclima.

A aquisição de dados coletados pelos dispositivos é feita por bluetooth, com a ajuda de um smartphone, o que permite automatização de leituras e monitoramento remoto pela internet.

Inovação patenteada

As principais vantagens do dispositivo desenvolvido no CNPEM são portabilidade, autonomia de bateria (dez dias), sensibilidade, biocompatibilidade e segurança na aquisição de dados, que permitem automatizações essenciais para o monitoramento remoto. Como não existem sensores similares no mercado, o depósito de patente já está em andamento.

Os métodos de fabricação do dispositivo são bem conhecidos e já estão disponíveis mesmo em indústrias de pequeno porte, o que cria condições de escalabilidade da produção e potencial redução do preço final caso alguma empresa se interesse pela tecnologia e decida transformá-la em produto.

Sirius

No estudo, técnicas que fazem uso de radiação síncrotron foram empregadas para avaliar em profundidade as condições de biocompatibilidade dos sensores nas folhas.

Na estação de pesquisa Carnaúba, do Sirius – o acelerador de elétrons de última geração instalado no CNPEM –, medidas de espectrometria atestaram a não interferência do dispositivo no metabolismo das folhas de soja e de cana-de-açúcar.

Técnicas convencionais não permitiriam medir as concentrações de nutrientes com a sensibilidade e precisão necessárias para garantir a biocompatibilidade.

“Em folhas saudáveis, os íons de zinco, manganês, cálcio e ferro, que são nutrientes fundamentais tanto para a parte estrutural quanto para o transporte, obedecem a uma estrutura morfológica semelhante à dos capilares, xilemas e floemas. Quando a folha é afetada, as células se rompem e não existe mais nenhum padrão”, explica Lima.

Próximos passos

No atual estágio de desenvolvimento, o dispositivo se mostra bastante eficiente para uso em ambientes controlados, mas também é muito promissor para monitoramento em ambientes externos. Parcerias com a indústria podem trazer diferentes demandas de aperfeiçoamento.

“O dispositivo demonstrou alta sensibilidade para a avaliação da eficiência do uso de algumas técnicas de manejo ou impacto do uso de insumos, bem como para potencialmente monitorar as condições de produtividade das lavouras. Acreditamos que, com pequenas adaptações, poderia contribuir também como recurso adicional no monitoramento das condições toxicológicas do campo”, avalia Julia Adorno Barbosa, doutoranda do LNNano.

O estudo Biocompatible Wearable Electrodes on Leaves toward the On-Site Monitoring of Water Loss from Plants pode ser acessado em: https://pubs.acs.org/doi/10.1021/acsami.2c02943.

* Com informações da Assessoria de Comunicação do CNPEM.

map-markercross