AEAARP e CONFEA lançam campanha de educação ambiental

30/out/2026

Iniciativa apresenta à população, em linguagem acessível, os cuidados com os canteiros centrais arborizados e o papel dos jardins de chuva na drenagem urbana

A Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (AEAARP), em parceria com o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), lança campanha de educação ambiental voltada à conservação dos canteiros centrais arborizados das avenidas da cidade. A ação é parte integrante do Anteprojeto Corredores Verdes — Plantio Urbano de Árvores em Canteiros Centrais de Avenidas, desenvolvido pelas duas entidades e entregue à Prefeitura de Ribeirão Preto neste mês de outubro.

A campanha será veiculada em publicações nas redes sociais, com o objetivo de apresentar à população os pontos principais do projeto em linguagem acessível, aproximando o conteúdo técnico do cotidiano de quem circula pelas avenidas da cidade. O material foi estruturado em três peças, cada uma dedicada a um aspecto central da conservação das ilhas verdes urbanas.

Apresentação na UNIP

A campanha foi apresentada publicamente em evento realizado no dia 28 de outubro, na Faculdade de Arquitetura da Universidade Paulista (UNIP), reunindo estudantes, professores e profissionais da área. Na ocasião, foram detalhados os eixos da campanha, o conteúdo das peças e a relação direta entre o comportamento da população e a sobrevivência das árvores plantadas em vias públicas.

Os três eixos da campanha

Canteiro é casa de árvore, não depósito. A primeira peça trata do uso adequado das ilhas centrais. O material explica que o canteiro é a área permeável do projeto, por onde a água da chuva infiltra no solo e alimenta as raízes. O descarte de entulho, sacolas, restos de obra e móveis velhos sobre essas áreas compacta o solo, desvia a água e compromete o desenvolvimento das mudas.

Tronco é estrutura viva. A segunda publicação aborda os cuidados com o tronco, a casca e o sistema radicular. Amarrar bicicletas, pregar placas, pintar o caule e cortar raízes sem avaliação técnica danificam a estrutura que sustenta a árvore e abre caminho para fungos e pragas. A peça também esclarece que a poda exige critério técnico, com justificativa como galho seco ou conflito com rede elétrica, e não deve ser feita apenas por percepção de tamanho.

A ilha que bebe chuva. A terceira peça apresenta os jardins de chuva, solução de drenagem prevista no anteprojeto. São 600 m² de canteiros rebaixados que recebem a água escoada do asfalto, retêm o volume por um período e permitem a infiltração no solo. A vegetação é distribuída por zona de umidade, com espécies adaptadas a cada faixa do canteiro. A manutenção da entrada de água e do extravasor desobstruídos é apresentada como condição para que o sistema funcione e contribua para reduzir alagamentos no entorno.

Sobre o projeto

O Anteprojeto Corredores Verdes prevê a transformação de canteiros centrais de avenidas em corredores de árvores, arbustos e flores, com benefícios esperados como ampliação da sombra, conforto térmico, absorção de águas pluviais e retorno da fauna. O projeto piloto está previsto para a confluência das avenidas Independência e Lígia Latuf Salomão, na zona sul de Ribeirão Preto, com quatro áreas de intervenção: dois canteiros arborizados e dois jardins de chuva.

Os resultados serão acompanhados por monitoramento após a implantação, conforme previsto no anteprojeto.

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