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Concurso de arquitetura premia casas resilientes e sustentáveis para cidades vulneráveis

27/nov/2013

O concurso Designing Recovery premiou, em outubro, três projetos arquitetônicos criados para atender às necessidades de três comunidades norte-americanas atingidas recentemente por eventos climáticos extremos.

Embora apenas três projetos tenham sido escolhidos para serem os ganhadores da competição e dividirem o prêmio de US$ 30 mil, todos os inscritos considerados viáveis para construção serão edificados nas comunidades para as quais foram criados.

Os projetos escolhidos apresentavam o tipo de flexibilidade para ser tanto um porto seguro resiliente durante um desastre natural quanto servir como uma moradia que se adaptasse às condições da família e se misturasse aos estilos do bairro sem criar uma sensação de abrigo, explicou Michael Willis, presidente do júri do prêmio.

O projeto ganhador para a cidade de Nova York tem um layout que orienta os espaços de convívio para o sol, e minimiza as divisórias interiores. Painéis estruturalmente isolados permitem que a parte exterior da edificação seja hermeticamente fechada e altamente isolada. Combinados com um sistema de ventilação altamente eficiente e janelas aprimoradas, esses elementos preveem uma redução de 30% no consumo anual de energia.

A casa será construída acima da superfície de inundação, com uma fundação à prova de enchentes para garantir que os desastres naturais não afetem a estrutura. Usando métodos e equipamentos tradicionais de construção, a habitação pode ser edificada por menos de US$ 50 mil em custos de material.

A proposta para Nova Orleans apresenta painéis deslizantes de policarbonato e um telhado de aço que contém painéis solares. Para ajudar a lidar com a ameaça do aumento do nível do mar e a crescente precipitação anual, o piso será elevado cerca de dois metros acima do solo e haverá um filtro de escoamento para tempestades no perímetro do jardim, reduzindo a formação de poças e diminuindo a pressão sobre a infraestrutura urbana.

Com o emprego de tais metodologias e materiais construtivos, o projeto poderá obter o selo LEED Platinum e fornecer cerca de 6,25 kWh de energia solar aos proprietários.

Já o projeto para a cidade de Joplin foi criado através da combinação de duas casas de uma única célula cada uma. A “casa de segurança”, localizada no centro da edificação, age como o cerne da construção e divide a “casa perimetral”. A casa de segurança apresenta todas as funções necessárias para uma família se recuperar rapidamente de um desastre e viver por um longo período de tempo até que a reconstrução seja possível.

As paredes da casa de segurança são constituídas de unidades de alvenaria de concreto neutras em carbono. A água da chuva é coletada, armazenada e filtrada para reutilização. Materiais de construção locais são utilizados para que a casa tenha pouca contribuição às mudanças climáticas, reduza os efeitos de um desastre natural e estimule a economia local.

“Essa competição não é para substituir o que foi perdido, mas para construir algo que seja melhor. Arquitetos são excepcionalmente qualificados para essa tarefa, e estamos ansiosos para ajudar a selecionar projetos que estabelecerão um novo padrão para habitações resilientes e sustentáveis”, declarou Mickey Jacob, presidente do Instituto Americano de Arquitetos.

A premiação Designing Recovery é uma parceria do Instituto Americano de Arquitetos (AIA), da organização Make It Right e do St. Bernard Project and Architecture for Humanity que visa ajudar na reconstrução de comunidades, tornando-as mais sustentáveis e resilientes a eventos climáticos. O prêmio foi anunciado como um Compromisso para a Ação no CGI America, um evento anual da Iniciativa Global Clinton.

Fonte: Instituto Carbono Brasil
Link: http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias5/noticia=735423

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